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Estratégias para tomar boas decisões

Foto: Leone Iglesias/AT Nem sempre é fácil saber o que fazer ou falar. Uma das estratégias é pensar qual a consequência da ação nos próximos 10 ...

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Foto: Leone Iglesias/AT

Nem sempre é fácil saber o que fazer ou falar. Uma das estratégias é pensar qual a consequência da ação nos próximos 10 minutos, 10 meses e 10 anos

Fazer um intercâmbio ou procurar em emprego? Cursar Medicina ou Artes? Casar ou comprar uma bicicleta? Diante de uma decisão que pode mudar nossa vida, como podemos eliminar as chances de errar? Uma dica é a regra do 10-10-10.

Essa é a fórmula que a escritora e jornalista Suzy Welch, ex-editora da conceituada revista Harvard Business Review, propôs para tomar decisão levando em conta consequências a curto, médio e a longo prazo, ou seja, analisando seu impacto nos próximos 10 minutos, 10 meses e 10 anos.

O psicólogo e Mestre em Psicanálise Alexander Voger explica que essa regra é eficaz, pois evita que se tome atitude com base na emoção momentânea. “Quando você faz uma métrica de qual o impacto de uma decisão a longo prazo, consegue entender melhor as consequências que ela terá”.

Para a psicanalista Grazieli Marchito, a regra de 10 pode auxiliar muito por ser um período para reflexão.

“O fato de responder às três perguntas já é um tempo que o cérebro tem para reunir informações e analisá-las, dando atenção a informações importantes e se livrando de distrações”.

Porém, a coach em Desenvolvimento Pessoal Gislene Ataíde ressalta que, por mais que essa e outras fórmulas ajudem, não garantem que decisões sejam sempre certas:

“Reconhecer que somos passíveis de erro é atitude consciente e madura. E começar de novo é ideal para quem se compromete em levar sempre novo aprendizado das adversidades”.

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1 Regra do 10-10-10

Uma técnica simples que ajuda a ver um problema de outro ponto de vista mais amplo é a regra do 10-10-10, proposta por Suzy Welch.

E assim surgem as perguntas: Quais serão as consequências nos próximos 10 minutos, nos 10 meses e nos futuros 10 anos? Dá para avaliar se vale a pena ser imediatista nas decisões.

2 Emoções frias

Muito parecida com a regra do 10-10-10, a estratégia é colocar o problema em perspectiva para que as emoções do momento se esfriem. Se for aceitar uma grande mudança de vida, como emprego ou relação, isso requer um amadurecimento maior. É como dormir sobre a decisão. Esperar uma ou duas semanas para decidir.

Quando se toma uma decisão por causa de emoções momentâneas, num estado de irritação passageira, como discussão com chefe ou amigo, é importante deixar o sentimento esfriar.

3 Método da ponderação

É preciso pesar prós e contras da decisão. E o psicanalista Alexander Voger dá a dica: “Pegue um papel e anote as perdas e os ganhos ao tomar certa atitude. Faça um tipo de balança para analisar melhor a situação”.

4 Problema em perspectiva

O psicanalista Alexander Voger aconselha a colocar o problema como se ele fosse de uma terceira pessoa. E pensar: qual seria o melhor conselho que daria para ela?

5 Escala de valores

É preciso esclarecer quais valores são mais importantes para cada um. Se o seu for sinceridade e segurança, por exemplo, é arriscado um emprego que paga mais, mas que é instável, pois fere seus valores essenciais e pode provocar infelicidade.

6 Imaginação criativa

Quando a pessoa se “transporta” para o futuro, para imaginar como será a vida dela em um dia ou semana típica após ter tomado tal decisão, como terminar um relacionamento, se demitir, consegue analisar melhor as consequências. “Isso porque nossa mente não consegue diferenciar nossa realidade de fato da nossa realidade que é imaginada”, explica Voger.

7 Autoconhecimento

“O autoconhecimento é um grande aliado. Quando consulto a mim mesmo sobre o que faz sentido para mim e para os outros e se está de acordo com os meus valores, dificilmente isso levará a um arrependimento futuro”, afirma a coach em Desenvolvimento Pessoal Gislene Ataíde.

8 Paciência

Dar um tempo, nem que seja por alguns segundos, para o cérebro distinguir o que é ou não relevante ajuda a ter uma escolha consciente.

“É importante controlar o estresse para não ser influenciado de forma negativa na tomada de decisão”, aconselha a psicanalista Grazieli Marchito.

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Reportagem especial de Cristina Oliveira para o jornal A Tribuna do dia 23/07/2017

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