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“Eu vou lutar até o fim”, diz aposentada expulsa de condomínio

Aposentada expulsa de prédio. Foto: Dayana Souza Determinada a conseguir voltar ao lar, a aposentada Lucia da Rocha, 62, expulsa na segunda-feira (6) ...

“Eu vou lutar até o fim”, diz aposentada expulsa de condomínio
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Aposentada expulsa de prédio. Foto: Dayana Souza Aposentada expulsa de prédio. Foto: Dayana Souza

Determinada a conseguir voltar ao lar, a aposentada Lucia da Rocha, 62, expulsa na segunda-feira (6) do prédio onde morava há mais de cinco anos, passou mais uma tarde em frente ao Tribunal de Justiça do Estado (TJES), na Enseada do Suá, em Vitória, na terça-feira (7), como forma de protesto. “Eu vou lutar até o fim”, disse a aposentada.

Sem ter onde morar, ela disse que passará as tardes em frente ao TJ, por tempo indeterminado, vestindo uma peruca e nariz de palhaço. A promessa, na tarde de segunda-feira, quando começou o protesto, era que dormiria no local e usaria o carro – com vários dizeres em cartazes de papelão – como seu “novo lar”. Mas por segurança, ela pernoitou na casa de amigos, porém voltou na terça durante o dia para continuar a protestar contra a determinação que a deixou sem teto. “Ontem à noite, fui orientada por um segurança do Tribunal e um policial militar a não passar a noite aqui porque poderia colocar a minha vida em risco. Um casal de idosos que me conhecia passou, e me levou para a casa deles. Hoje eu cheguei às 14 horas, mas só saio às 20 horas”, destacou.

Lucia não pode voltar ao apartamento, por conta de uma decisão liminar considerada “inusitada”, em que a Justiça determinou a “exclusão” dela do condomínio, em agosto deste ano, em uma ação movida pelo próprio condomínio.

A decisão foi publicada com exclusividade por A Tribuna, em setembro, e foi embasada nos relatos de moradores sobre vários problemas que tiveram desde 2011 com Lucia, inclusive que ela teria colocado papel higiênico em maçanetas, jogado lixo pelas escadas e ainda tratado mal funcionários do condomínio, moradores e prestadores de serviço.

Lucia nega as acusações, recorreu, mas a Justiça manteve a decisão inicial. No entanto, não há o que faça ela desistir de voltar. “Não sou uma antissocial. Sou uma mulher que luta”, afirmou.

O advogado do condomínio, que fica em Vitória, Gilberto Queiróz, disse que não há o que se discutir mais. “Tentamos diálogo, e ela não se mostrou interessada. Nunca teve política de convivência. Uma decisão como essa não se discute, se cumpre”, pontuou.

Um morador do prédio, que pediu para não se identificar, comemorou. “Estamos em paz, agora”.

Procurado, o TJ informou que não irá se manifestar sobre a permanência da aposentada no local.

Jéssica Cardoso

Confira a reportagem completa o Jornal A Tribuna desta quarta-feira

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