
Uma empresa de Seul, capital da Coreia do Sul, está prosperando com a clonagem de animais de estimação. Por 100 mil dólares, Sooam Biotech Research Foundation vende aos donos uma cópia idêntica do bichinho que eles perderam.
A fundação é líder mundial nessa área e já clonou mais de 800 cachorros desde 2006. A lista de clientes inclui milionários, celebridades e até príncipes, de todos os cantos do mundo.
O serviço também é muito procurado por autoridades policiais, que buscam réplicas de seus melhores cães farejadores, muito úteis em operações de combate ao tráfico de drogas, por exemplo.
“São pessoas que têm laços muito fortes com seus bichinhos de estimação, e cloná-los lhes dá uma alternativa psicológica ao método tradicional de deixar o animal ir embora e guardá-lo na memória”, explica Wang Jae-Woong, pesquisador e porta-voz de Sooam, em entrevista à agência de notícias AFP.
As paredes da fundação são decoradas com centenas de fotos de animais clonados, ao lado de seus donos sorridentes.
Uma das clonagens mais divulgadas foi a de Trakr, um cão da polícia americana conhecido por ter encontrado o último sobrevivente após o ataque de 11 de setembro de 2001 às Torres Gêmeas, em Nova York.
O dono da empresa, Hwang Woo-Suk, já se envolveu em algumas polêmicas. Em 2009, por exemplo, foi condenado a dois anos de prisão por violações bioéticas, mas a pena foi suspensa.
Depois de que o Estado sul-coreano negou várias vezes os pedidos da Sooam Biotech para fazer pesquisas com células-tronco humanas, o centro desistiu desse projeto.