
Elas vieram de Minas Gerais e nem completaram a maioridade, mas foram parar na delegacia após cercar uma dona de casa, de 32 anos, usando um canivete. O crime foi na noite de terça-feira (5), em Vila Velha. A caminho da unidade policial, elas contaram aos militares como costumam agir: toda vez que roubam, jogam os documentos e o chip do celular da vítima fora.
As acusadas são duas irmãs, uma de 17 anos e outra de 13 anos, além de outra adolescente de 17 anos. As irmãs moram no bairro Altinópolis, em Governador Valadares (MG). Já a outra adolescente é de Vila Isa, também na cidade mineira.
A vítima contou à polícia que estava num ponto de ônibus em Coqueiral de Itaparica, em frente a um condomínio na rua do Meio. Ela detalhou que no ponto só estava uma senhora, com quem ficou conversando até que as três acusadas chegaram.
Uma das criminosas, a adolescente que levou a irmã para o assalto, chegou de boné e com um canivete. As outras duas cercaram as passageiras e disseram para elas: “Perdeu!”. A bolsa da vítima e a sacola com compras foram levadas. E uma das adolescente chegou a arrancar do dedo da dona de casa a aliança de casamento. Em seguida, as três correram.
As vítimas conseguiram acionar o Ciodes e uma viatura foi atrás das acusadas. Foi necessário o uso de algemas para conseguir detê-las. A PM conseguiu recuperar a bolsa e o celular da vítima. Porém, documentos que estavam dentro da bolsa e o chip do celular haviam sumido.
Quando os militares questionaram o que foi feito com documentos e chip da vítima, elas disseram que jogaram fora e que essa é a primeira coisa que fazem após realizarem um roubo. A adolescente que usava o canivete no crime chegou a apresentar uma identidade falsa, em que se passava por uma mulher de 20 anos. Ela confessou que fez a falsificação.
Na 2ª Delegacia Regional de Vila Velha, apenas a adolescente de 13 anos confessou o crime, mas não quis fazer mais declarações. As outras duas se mantiveram em silêncio. Elas vão responder por crime análogo a roubo e foram encaminhadas ao Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases).
Reportagem: Tais de Hollanda