
Com a missão de levar a palavra de Deus a todos, as igrejas se multiplicam e, a cada ano, surgem novas denominações. De acordo com a Associação de Pastores Evangélicos da Grande Vitória, são cerca de 300 igrejas diferentes na região.
Entre as denominações tradicionais, pentecostais e neopentecostais, há igrejas criadas no Estado, outras que surgiram em outros estados e até em outros países. “Há muitas igrejas que abrem formalmente em cartórios, mas há aquelas que são só a reunião de alguns membros. Na região de São Pedro, em Vitória, por exemplo, acreditamos que há mais de 150 igrejas diferentes. Geralmente, essas igrejas são membros que saíram de igrejas mais antigas e abrem sua própria denominação”, contou o presidente da associação Enoque de Castro.
De acordo com o pastor, ainda há igrejas na Grande Vitória que não têm nome. “Há igrejas que não colocam nome, mas se reúnem para cultos e celebrações, como qualquer outra. Aí, a igreja acaba ganhando o nome dos líderes, ‘igreja do fulano de tal’, por exemplo”, explicou.

O pastor não acredita que o movimento do aumento de abertura de novas igrejas seja bom para os evangélicos. “Acredito que esse número grande de igrejas diferentes não seja condizente com os ensinamentos de Deus. Isso cria muita divisão, Ele queria que fôssemos um, não vários”.
Segundo o presidente do Conselho Estadual de Igrejas do Espírito Santo, o pastor José Ernesto Conti, o surgimento de novas igrejas é um movimento dinâmico e constante. O conselho estima que haja mais de 14 mil templos em todo o Estado e seis mil pastores.
“Consideramos que existem três tipos de denominações: as igrejas histórias, as pentecostais, que sugiram no início do século passado até por volta de 1970, e, a partir daí, são as chamadas neopentecostais”.
A preocupação do conselho, segundo o pastor Conti, são as igrejas que surgem com a titulação de evangélicas, mas que, de acordo com ele, não seguem as três regras estabelecidas pelo conselho. “Seja qual for a denominação, essas novas igrejas são acolhidas pelo conselho de igrejas evangélicas, desde que sigam as seguintes regas: aceitar a Bíblia como regra de fé, ter uma doutrina baseada no ensinamento da Bíblia e ter ceia e batismo”, completou.
Lorrany Martins