
Uma mulher de 28 anos foi presa nesta quarta-feira (9) acusada de torturar o filho adotivo de 6 anos. Os hematomas no corpo da criança foram observados na escola. De acordo com a polícia, ela arremessava cadeiras contra o menino e o obrigava a comer pimenta.
As agressões foram relatadas pelo menino em conversa com professores. “Em razão do grau e da intensidade das lesões, assim que ele chegou à escola, foi notado que aquilo era muito grave. Então, a equipe pedagógica começou a conversar. A partir daí ele narrou a série de horrores e a tortura que passou dentro de casa com a própria mãe”, disse o titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, Lorenzo Pazolini.
A mulher negou todas as acusações. Disse que o menino está mentindo e que bateu nele apenas uma vez para corrigi-lo. Mas para a polícia, as agressões eram constantes. “A mãe batia com chineladas, tamancadas, pisões, até arremesso de cadeira. Ela também utilizou uma espécie de vara para atingi-lo nas costas. Além disso, nas refeições, ela colocava pimenta sobre a comida e o obrigava a ingerir sem nem um copo d’água”, contou o delegado.
A vítima foi adotada pela família quando tinha dois anos de idade, após ficar órfão. A adoção não era legalizada. “Ele já tem uma história muito triste porque os pais faleceram e ele passou a ser cuidado por essa família. Inicialmente, ele foi bem cuidado, tem um certo amor pela família, chama o casal de pai e mãe. Mas depois, essa mulher começou a agredi-lo seguidamente”, completou Pazolini.
O pai adotivo disse à polícia que nunca presenciou nenhuma agressão. “O pai trabalhava o dia todo fora. Disse que já viu marcas de agressão no corpo da vítima, mas nunca estava presente no momento. Pelo fato de ter outros filhos em casa, ele intermediava a situação na tentativa de convencer a mulher a não agredir mais a criança”.
Apesar da acusada negar, os exames do DML apontam que houve tortura. “O laudo do DML é bem claro e as fotografias são chocantes, pois demonstram claramente que houve um excesso inadmissível que caracteriza, sem sombra de dúvidas, o crime de tortura. Nesse caso, fica claro que ela tinha uma satisfação em machucar a criança”, concluiu o delegado.
A criança foi encaminhada para um abrigo e deve entrar para a fila de adoção. A mulher, que fará aniversário amanhã, foi indiciada por tortura e encaminhada para o presídio em Viana.
Com informações da repórter Milena Martins.
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