Todos os dias, diversas mulheres procuram ou são encaminhadas para o Plantão Especializado da Mulher (PEM), em Vitória, para registrar todo tipo de ocorrência.
Geralmente, as queixas são contra maridos, namorados, ex-maridos e ex-namorados, por agressão e ameaça e os motivos são, quase sempre, surpreendentes.
Na tarde de quinta, uma mulher, 43 anos, procurou a delegacia e relatou que foi ameaçada pelo pelo ex-marido por não ter dinheiro para dar para ele.
Segundo a vítima, o ex é viciado em crack e sempre a procura para pedir dinheiro. O crime aconteceu na Vila Rubim, em Vitória, quando a mulher saia do trabalho, onde o ex é proibido de entrar.
Apesar do interesse da mulher em representar criminalmente contra o acusado, ninguém foi preso pois ele não foi localizado.
Na mesma tarde, uma jovem, 26 anos, foi encaminhada pela Polícia Militar atá a delegacia depois de ser agredida pelo marido em Nova Bethânia, Viana.
Em depoimento, a vítima contou que toda a confusão começou quando ela estava ouvindo um “louvor” no celular e o marido reclamou do volume.
Segundo a jovem, ela já ia reduzir o volume do aparelho quando o marido levantou e começou a xingá-la de “desgraça” e “demônio”.
Depois de ofendê-la, o marido teria partido para cima dela e apertado seu pescoço. Além de agredir a jovem, o homem ainda quebrou o guarda-roupa, a televisão e o conversor digital.
A vítima teve que sair correndo para a casa da irmã, de onde chamou a polícia, para fugir da violência. O mais surpreendente é que eles se casaram há apenas 3 meses.
Na madrugada de ontem, outra mulher, 31 anos, foi agredida dentro da própria casa em Vila Garrido, Vila Velha.
Para a polícia, a jovem contou que, por volta de 1h, o namorado, com quem se relaciona há 9 meses, chegou do trabalho e viu uma conversa dela com um ex, por isso, a agrediu com tapas e tentou sufocá-la.
A vítima também relatou que o namorado era uma pessoa tranquila, mas há cerca de 3 meses ele teve uma mudança drástica de comportamento e passou a ser muito ciumento e possessivo, impedindo-a de ter amizades, conversar com pessoas na rua e até trabalhar.
Reportagem de Rafael Louzada
