Terminou por volta das 22 horas a reunião entre o Sindirodoviários e empresas, que teve a mediação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-ES).
O presidente do Sindicato dos Rodoviários informou que a categoria vai cumprir a liminar que determinou que 100% da frota circule desta terça-feira (19) até a próxima terça (26). .
“Vai ter ônibus. Nós não vamos descumprir a decisão. Existe uma decisão com multa para o sindicato de R$ 200 mil e de R$ 100 mil para todo mundo, até para o trabalhador. Então, seria uma irresponsabilidade do sindicato se botasse a categoria num risco desse”, disse Edson Bastos.
Bastos afirmou ainda que o sindicato vai recorrer. “A diretoria vai para as garagens na madrugada e vai levar a liminar para mostrar aos trabalhadores. Aqui tem multa para todo mundo. A gente acha que é uma liminar inconstitucional porque ela rasgou a Constituição, tirou o direito do trabalhador de fazer greve, determina o dia da greve. A gente não entendeu e vai recorrer dessa liminar. Porque o ato da greve é constitucional”.
Anúncio de greve
Os rodoviários querem aumento de 5% e rejeitaram a proposta de reajuste de 2% por parte das empresas. Em assembleia realizada na tarde desta segunda-feira definiram que haveria greve no transporte público da Grande Vitória a partir desta terça (19).
Justiça determina que 100% da frota circule
Após o anúncio de greve feito pelo Sindirodoviários, a Justiça determinou que 100% da frota de ônibus circule nos próximos dias. A decisão é desembargador Federal do Trabalho Mario Ribeiro Cantarino Neto.
A liminar determina que seja mantida a integralidade da frota programada a partir da zero hora do dia 19 até a zero hora do dia 26 de dezembro. Os veículos também devem transitar com tripulação integral necessária para a operação da linha.
Após a zero hora do dia 26 de dezembro e, enquanto durar a paralisação ,o Sindirodoviários deverá garantir que 90% da frota circule nos horários de pico (das 6 às 9 horas e das 17 às 20 horas), de segunda a sexta-feira. Nos demais horários, o sistema poderá operar com 70% da frota com integralidade da tripulação.
