
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (22) a segunda fase da Operação Darknet, de combate a uma rede de distribuição de pornografia infantil na internet, na chamada Deep Web. A operação foi realizada no Espírito Santo, de forma antecipada, e nesta terça, nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão, Pará e Amazonas.
Segundo a assessoria de comunicação da Polícia Federal no Estado, a operação no Espírito Santo foi adiantada, e por isso, nenhum mandado é cumprido nesta terça. Sete ordens judiciais também foram antecipadas durante a investigação no Rio de Janeiro, Distrito Federal e Paraná, para evitar o possível abuso de crianças.
A operação conta com mais de 300 policiais federais que cumprem 70 mandados de busca e apreensão e de prisão. Segundo a PF, 67 pessoas suspeitas de trocarem e distribuírem fotos e vídeos com conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes são investigadas.
A Polícia Federal informou ainda que desde a primeira operação Darknet, em 2014, é desenvolvida uma metodologia para investigar e identificar usuários da chamada Deep Web, em que há divulgação de conteúdos de maneira anônima. Ainda segundo a PF, estes ambientes virtuais são arquitetados para impossibilitar a identificação do ponto de acesso (IP) ao ocultar o real usuário que acessa a rede.
No Estado, a Operação Hera foi deflagrada na madrugada de sexta-feira (4), quando foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Vila Velha, Serra, Cariacica, Guarapari, Colatina, Cachoeiro de Itapemirim e Piúma. Segundo a Polícia Federal, foi constatado flagrante durante o cumprimento da busca em alguns endereços, fato que resultará na prisão dos investigados.
Os usuários que compartilhavam arquivos de pornografia infantil foram rastreados por Policiais Federais do Espírito Santo a partir do afastamento do sigilo telemático dos IP's (endereço de acesso à internet), dando causa à instauração dos inquéritos policiais da Operação Hera.
Os investigados responderão no país pelos crimes de posse e compartilhamento de arquivos contendo pornografia infantil, todos previstos na Lei 8069/90, cujas penas variam de 2 a 8 anos de reclusão, (art.241-A e art.241-B).