
A semana que se inicia é considerada decisiva para a vendedora Clemilda Aparecida de Jesus, 38 anos, mãe da estudante Thayná Andressa de Jesus, 12. Clemilda aguarda por um exame de DNA que vai comprovar se uma ossada de adolescente, encontrada no dia 10 de novembro, em Viana, é da garota que desapareceu em outubro.
“Já está machucando a espera”, disse Clemilda, que está ficando em Cariacica, na casa de amigos. Desde que houve o sequestro da menina, em 17 de outubro, ela não voltou mais para a residência onde morava, em Viana.
A mãe da garota explicou que o chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado José Lopes, entrou em contato com ela e disse que ainda espera pela conclusão da análise do perito para se pronunciar sobre o caso.

“Ele conversou comigo na última quinta-feira e disse que está querendo resolver”. Em uma publicação no Facebook, a vendedora ainda destacou o compromisso de a polícia contar para ela, em primeira mão, o resultado da perícia.
A polícia tem informado que o caso segue sob investigação e sigilo. O prazo para o resultado do exame é de até 30 dias. Mas caso esse limite se estenda, Clemilda não descarta voltar às ruas, fazendo novos protestos.
O caso
Thayná foi sequestrada no último dia 17 de outubro. Ademir Lucio Ferreira de Araujo, 55, é o acusado de ser o sequestrador da menina. Ele ainda tinha mandado de prisão em aberto por estupro de uma menina de 11 anos, que ocorreu três dias antes do crime contra a filha de Clemilda.
A polícia não descarta que Thayná tenha sido vítima de abuso e um terceiro estupro é investigado. Ademir foi preso no Rio Grande do Sul, no dia 13 de novembro. Ele alega que Thayná morreu.
Ademir Lucio Ferreira de Araujo tem, atualmente, 12 processos ativos no Tribunal de Justiça do Estado. Em um deles, pede indenização por danos morais pelo tempo em que ficou preso no sistema carcerário capixaba, entre 2015 e 2016.
O primeiro mandado de prisão de Ademir foi em outubro de 1988. Ele foi detido pelo crime de roubo. O último mandado de prisão de Ademir é relativo a outubro de 2017, pelo crime de estupro.
Entre março de 1992 e dezembro de 2016, ele teve diferentes passagens por presídios.
Reportagem de Rafael Moura para o jornal A Tribuna deste domingo (3).
