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CIDADES

Com paralisação da Polícia Civil, secretário da SDS tenta apaziguar crise

Alessandro Carvalho reconheceu a legitimidade das reivindicações e elogiou resultados da segurança pública em 2025

Áureo disse que uma das reivindicações é a melhoria da estrutura das delegacias

Última atualização



A paralisação de 24 horas dos policiais civis de Pernambuco, iniciada às 7h desta quarta-feira (4), ganhou novo capítulo ao longo do dia com o posicionamento do secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho. Mesmo com a mobilização em curso, o gestor reconheceu a legitimidade das reivindicações da categoria por reajuste salarial e melhores condições de trabalho e elogiou o desempenho do efetivo em 2025.

Com o protesto, estão suspensos registros de Boletim de Ocorrência, intimações e investigações. (Veja, mais abaixo, matéria da TV Tribuna PE com Rafaella Pimentel)


A paralisação foi anunciada pelo Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE) após, segundo a entidade, sucessivas tentativas de diálogo frustradas com o Governo do Estado, além do descumprimento de promessas e da precariedade estrutural enfrentada pela categoria.


Em nota divulgada pelo presidente do sindicato, Áureo Cisneiro, os policiais afirmam que atuam sob risco permanente, enfrentando o crime organizado, muitas vezes em delegacias improvisadas, com o que classificam como o pior salário do país, mesmo sendo responsáveis pela investigação criminal e pela aplicação da lei.


“Quem enfrenta o crime organizado, trabalha sob risco permanente, em delegacias improvisadas, recebendo o pior salário do Brasil e mesmo assim garantindo a aplicação da lei não pode ser tratado com indiferença institucional”, afirmou Áureo Cisneiro.

Tom conciliador


Ao comentar o movimento durante a apresentação do esquema de segurança para o Carnaval de 2026, Alessandro Carvalho adotou um tom conciliador. O secretário destacou os resultados obtidos pela segurança pública no ano passado e tratou a paralisação como parte natural do processo de reivindicação funcional.


“Os policiais conquistaram o melhor resultado da segurança pública em 2025. Nós temos a menor taxa de homicídios do Estado, o menor número de registros de roubos. E a gente precisa compreender que manifestações e buscas por melhores condições de trabalho ou de salário, isso é natural”, declarou, ao anunciar o esquema de segurança do carnaval de 2026..


A fala ocorre em meio a um momento de forte desgaste da gestão da Secretaria de Defesa Social junto à categoria. Nos últimos dias, o Sinpol-PE intensificou críticas ao secretário e chegou a protocolar um pedido de exoneração, após denúncias envolvendo a suposta atuação do Núcleo de Inteligência da Polícia Civil em uma operação de espionagem contra desafetos políticos da governadora Raquel Lyra (PSD).


Apesar do reconhecimento público feito pelo secretário, o sindicato afirma que a paralisação é um alerta para a falta de valorização profissional e de diálogo institucional, condições que, segundo a entidade, comprometem a efetividade da política de segurança pública no Estado.

Matéria no JT1, comandado por Artur Tigre



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