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POLÍTICA

De Suape ao Galo: Lula defende soberania na saúde antes de estrear na folia

Presidente visita fábrica em Pernambuco e afirma que Brasil será potência em remédios

Lula chegou acompanhado da governadora Raquel Lyra (PSD) e do prefeito do Recife, João Campos (PSB)
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Aline Moura

Aline Moura é formada pela UFPE, trabalhou como repórter de Política, Editora Assistente de Produção de Política e repórter especial do Diario de Pernambuco, num período de 15 anos, onde atuou em todas as áreas, exceto esportes. Também teve experiência de quatro anos como gerente de comunicação da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco e voltou ao jornalismo para integrar a equipe do Portal da Tribuna Online como repórter.

Última atualização


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou sua agenda oficial em Pernambuco, nesta sexta-feira (13), com uma visita ao complexo industrial de Suape. Antes de participar do desfile do Galo da Madrugada, neste sábado (14), o petista vistoriou as instalações do Aché Laboratórios Farmacêuticos, no Cabo de Santo Agostinho.

Comitiva e bastidores políticos

Lula chegou acompanhado da governadora Raquel Lyra (PSD) e do prefeito do Recife, João Campos (PSB). O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e diversos ministros também integraram o grupo. A cena política foi reforçada pelas presenças do senador Humberto Costa (PT), do ministro Silvio Costa Filho (Republicanos) e de Marília Arraes (SD), nomes que movimentam as articulações para o Senado pela frente popular.

Produção e investimentos

A visita marcou a nova etapa da fábrica, que recebeu um investimento de R$ 267 milhões. Os recursos foram viabilizados pelo Governo Federal através do BNDES e do Banco do Nordeste (BNB). Com a expansão, a unidade terá capacidade para produzir 700 milhões de medicamentos por ano, fortalecendo o polo farmacoquímico do Estado.

Soberania e o futuro da indústria

Durante a visita, Lula questionou José Vicente sobre o futuro do setor no país. O empresário destacou que, atualmente, o Brasil já produz 60% dos medicamentos que consome, mas afirmou que o país tem estrutura para chegar aos 100%. “A gente tem tudo para ter o Brasil com autonomia na indústria farmacêutica”, pontuou o executivo.

Lula conversou bastante com o presidente da Aché, José Vicente Marino. Segundo o executivo, cerca de 35% do faturamento de medicamentos da fábrica abastece o SUS. Além disso, os fármacos da indústria já chegaram às mãos de 50 milhões de brasileiros, “sejam pacientes do SUS, sejam pacientes das farmácias”, disse José Vicente.

A Aché, atualmente, tem 3 mil trabalhadores diretos e indiretos e, de lá, saem medicamentos para 17 países. “Em 2003, só existia uma companhia nacional entre as 10 que era o Aché. Em 2026, a gente tem a felicidade de ter 6 das 10 maiores indústrias farmacêuticas do Brasil sendo nacionais”, acrescentou José Vicente, ressaltando o fortalecimento do setor.

Lula reforçou que a redução da dependência externa é uma prioridade de governo. “Se tem alguém que quer enxergar esses 100% sou eu, porque quero o Brasil soberano na questão da saúde”, afirmou o presidente, garantindo apoio através dos ministérios da Saúde, Indústria e Comércio, além do BNDES.

Ciência e acesso

José Vicente explicou que o papel da indústria nacional é atuar na fronteira da inovação, mas também garantir o acesso da população através da redução de preços, especialmente após a queda de patentes. Para Lula, o avanço da Aché prova que o Brasil superou a imagem de um país incapaz de produzir sua própria tecnologia em saúde.

Memória e relação antiga

Em um momento de descontração, o presidente relembrou sua relação histórica com a fundação da Aché, que remonta à campanha de 2003. Lula contou que conheceu o antigo dono da empresa, Victor Siaulys, e chegou a produzir seu programa de governo em Braille para presentear a filha de Victor, Lara, que tem deficiência visual.

Ao encerrar o encontro, o presidente demonstrou otimismo com o polo farmacêutico de Pernambuco. “Nós acreditamos que o Brasil vai se tornar uma potência na produção de remédios”, declarou Lula, antes de seguir para os compromissos de Carnaval no estado.

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