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Polícia

“Só pensava se ia ver minha filha de novo”, diz motorista de aplicativo que foi vítima de assalto

Após ser vítima do assalto e saber que um dos suspeitos havia sido morto, o motorista de aplicativo, 30 anos, contou como foi a ação dos bandidos e ...

Carro do motorista de aplicativo

Última atualização

Após ser vítima do assalto e saber que um dos suspeitos havia sido morto, o motorista de aplicativo, 30 anos, contou como foi a ação dos bandidos e falou sobre os momentos de terror que viveu sob a mira de uma arma em Cangaíba, em Cariacica, por volta das 9h30 deste sábado (3). “A única coisa que eu pensava era se eu ia ver minha filha de novo”, desabafou a vítima.

Como foi a abordagem dos assaltantes?
Recebi uma chamada de corrida na entrada de Santana. Aceitei e peguei eles na entrada do bairro, sentido Cangaíba. Chegando na entrada do bairro, eles disseram que era para cima do Sítio Mariano, então vim aqui para cima. Depois do sítio, eles anunciaram o assalto.

Eles estava sentados aonde?
O que acabou morto estava do meu lado, no carona. O que estava armado, no banco de trás.

Como anunciaram o assalto?
Estávamos conversando, a princípio a corrida era para a casa da avó de um deles, eles falaram: ‘chegou, é aqui’. Aí eu só fui balizar o carro para subir de ré, porque o morro é estreito, não tinha onde fazer contorno. Então eles disseram: ‘perdeu, perdeu, só desce do carro’. Aí eu tirei a mão do volante e puxei o freio de mão. O rapaz que estava do meu lado estava bem agitado, o tempo todo falando para o de trás: ‘dá coronhada!’. Mas o outro rapaz dizia: ‘não, tá tranquilo’. Desceu do carro e me mandou ajoelhar de frente para um barranco. Eles entraram no carro, mas acho que eles não sabiam dirigir, porque saíram com o freio de mão puxado, arrancaram com o carro de terceira, o armado estava no volante. O carro morreu. O outro mais agitado mandou ele sair, xingando, aos berros, assumiu a direção e saiu arrancando com o freio de mão puxado e tudo.

Como foi sua reação na hora?
Eu tentei me manter calmo e só pedi ajuda.

Carro do motorista de aplicativo (Foto: Patricia Maciel)

Como se sentiu?
A gente fica apreensivo. Quando vi a arma, a única coisa que eu pensava era se eu ia ver minha filha de novo. Se o carona estivesse armado, eu estaria baleado ou morto agora.

Então você nem viu o que aconteceu depois.
Não. O pessoal ali de baixo me deu apoio, chamaram a polícia, só vim pra cá depois.

Como você ficou sabendo que um deles tinha sido morto?
Por populares. O pessoal chegou lá falando e tal aí eu vim ver.

Você soube o que aconteceu com ele?
Disseram que foram dois rapazes, não sei se em duas motos ou uma só, que chegaram perseguindo eles.

Você acredita que tenham sido justiceiros?

Pode ser. Às vezes o pessoal não gosta que aconteça esse tipo de coisa na região deles exatamente porque atrai atenção. Então pode ser que tenha acontecido isso.

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