O motorista de uma van ficou com a visão ofuscada pelo sol na manhã de desta segunda-feira (27) e acabou atingindo em cheio a traseira de um caminhão baú estacionado às margens da rodovia BR 393, em Muqui. A batida resultou na morte de Jucimar de Paula da Silva, de 38 anos.
Seis pessoas ficaram feridas. Duas vítimas foram levadas em estado grave para a Santa Casa de Misericórdia de Cachoeiro de Itapemirim. Quatro ocupantes foram socorridos para o Hospital Dr Aluisio Filgueiras, em Muqui.
O acidente ocorreu às 6h50 desta segunda-feira (27), na BR 393, rodovia que liga Muqui a Cachoiro de Itapemirim, na altura do bairro São Francisco. A van transportava trabalhadores para uma empresa de mármore e granito da região.
Testemunhas informaram que o caminhão estava parado no acostamento, com uma parte do veículo dentro da pista, quando a van, que vinha atrás, atingiu a traseira do caminhão.
Testemunhas relataram para a Polícia Rodoviária Federal, que o sol atrapalhou a visão do motorista, que não percebeu o caminhão parado. A parte lateral da van ficou destruída. Dois ocupantes foram lançados para fora. Uma mulher ficou presa às ferragens.
O motorista do caminhão Gilmar Melo da Silva, de 45 anos, disse que tinha acabado de estacionar, quando ocorreu a batida. O caminhão transportava estrutura para montagem de palco e seguia para Iconha.
“Logo após passar pelo radar e depois do quebra-molas acendeu uma luz no painel do caminhão que indica problema. Fui encostando, a estrada é muito apertada até parar. Não deu 30 segundos e senti o impacto”, relembrou o caminhoneiro.
O pedreiro José de Jesus de Oliveira, 54, trabalha na mesma empresa das vítimas e disse que foi para o local assim que soube. “Infelizmente não pude fazer muito, só tentar ajudar a menina que estava presa na van. Estou muito triste, perdi um parente e tenho vários companheiros de trabalho feridos”, ressaltou.

“Normalmente viajo nesta van. Hoje por acaso não estava, pois vou trabalhar no turno noturno. Foi um livramento que Deus me deu. Fico triste pelos amigos. A viagem sempre é muito agradável. Todo mundo conversa, ri. Mas, infelizmente, teve essa fatalidade”. Vanderlei dos Santos Júnior, 26, polidor.
“Fiquei nervosa”
“Moro em frente ao local do acidente. Eu estava na sala arrumando minhas meninas para a escola quando ouvi o barulho, pensei que um caminhão tivesse tombado. Desci correndo para ajudar. Muita gente também foi prestar ajuda. Fiquei muito nervosa, nem consegui levar as meninas para a aula”. Cristina da Silva Figueira, 37, dona de casa.

