
Num interrogatório sob acusação de estuprar a enteada, de 10 anos, um ajudante de pedreiro, 38, afirmou que ser preso foi “uma oportunidade de Deus” para não cometer outros crimes. O caso ocorreu em Vitória.
A informação é do titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), delegado Lorenzo Pazolini. Os nomes do acusado e da vítima, assim como o bairro do crime, não serão divulgados para preservar a identidade da criança.
“Ele já tem uma ficha extensa na polícia, estava foragido, e disse que estava com medo de ir para a cadeia como estuprador, mas fora isso já estava acostumado em estar preso”.
O acusado foi apresentado à imprensa nessa quinta-feira (29), após conclusão do laudo da DPCA, no último dia 15. Contra ele foi expedido um mandado de prisão preventivo por estupro de vulnerável.
O delegado contou que a mãe da garota, uma auxiliar de serviços gerais, 35, e o acusado se conheceram há um ano.
“Nos primeiros seis meses ela não foi abusada, nos outros seis meses ela relatou sofrer pelo menos 10 abusos”.
A menina só criou coragem de falar com a mãe quando o acusado foi encontrado pela polícia acusado de outros crimes.
O delegado afirmou que o laudo da menina deu inconclusivo, mas os relatos são contundentes.
“Ela alega que teve conjunção carnal, mas ela tem o hímen complacente, que é difícil de romper”, explicou Pazolini.
CRIMES
De acordo com o delegado, de 1997 até 2015, o ajudante de pedreiro foi acusado de roubo, corrupção de menores, homicídio, porte ilegal de armas e furto. Nesses intervalos, ele fugiu da cadeia pela primeira vez em 8 de abril de 1998 e só foi recapturado em 2001.
Em dezembro de 2012, ele fugiu novamente e só foi localizado em janeiro de 2015.