A defesa do ex-assessor Marcos Venício Andrade, acusado ter assassinado o ex-governador Gerson Camata, afirma que ele foi pressionado pelo delegado e atual deputado estadual Danilo Bahiense (PSL) a confessar o crime em 26 de dezembro de 2018. A denúncia foi publicada no Jornal A Tribuna desta quarta-feira (13).
O argumento foi apresentado em resposta enviada ao juiz da 1ª Vara Criminal de Vitória.
Bahiense foi o responsável por conduzir o interrogatório.
No trecho do material, Marcos diz: “O doutor Danilo Bahiense me pressionou em dois momentos: quanto estava na caminhonete, vindo para delegacia, e também na presença de outras autoridades”.
Um dos principais fundamentos para o questionamento feito pela defesa do acusado é o de que sua suposta confissão teria sido feita de maneira irregular.
Segundo o material, mesmo tendo dito que ficaria em silêncio até ser ouvido em juízo, Marcos teria sido obrigado por Bahiense a falar, enquanto sua conversa era gravada em vídeo. A defesa alega que o delegado teria afirmado se tratar de um “depoimento informal”.
Procurado, Bahiense não retornou aos contatos da reportagem do Jornal A Tribuna.
O outro lado
Em resposta aos questionamentos da defesa de Marcos Venício, os advogados Renan Sales e Ludgero Liberato, assistentes da acusação que representam a família Camata, informaram que “os argumentos articulados pela defesa do acusado não se sustentam. As provas foram devidamente produzidas e autorizam o prosseguimento da ação penal”.
