
Segundo a polícia, João Batista Freitas é acusado de aplicar golpes sempre fardado. Além de se identificar como delegado, ele comercializava duas revistas, onde se identificava também como jornalista e pastor.
Freitas chegou a participar de ações ambientais da prefeitura, e se apresentou como delegado do Instituto Nacional de Defesa ao Meio Ambiente (Indama).
No entanto, ao estacionar na porta da 5ª Delegacia Regional de Guarapari, ele foi abordado pelo delegado Marcos Nery e questionado por andar de colete com o brasão da República, carteira funcional parecida com a de um delegado de polícia e até um carro caracterizado com giroflex e brasão.
Ao verificar que o documento não era oficial, o delegado deu voz de prisão por “usurpação de função pública, e por falsificação de selo ou sinal público”.
O acusado de atuar como falso delegado foi parar na delegacia, por causa do corte de uma árvore no município. Freitas chegou a entrar com uma ação civil pública no Ministério Público do Estado, e foi recebido como delegado do Indama.
“Qualquer cidadão tem o direito de fazer manifestações e até mesmo entrar com ações civis públicas. O que não pode é se passar por delegado sendo que ele não é. Ele já deu entrevistas para veículos de comunicação se declarando delegado e isso configura usurpação de função pública”, esclareceu o delegado Marcos Nery.
O comércio de Guarapari e até a prefeitura viraram alvos do acusado. Na prefeitura, Freitas apresentou revistas que produzia e tentava vender anúncios para a Secretaria de Comunicação. Mas a secretaria não concretizou o negócio.
Um empresário, vítima do suposto delegado, chegou a pagar R$ 6 mil por um anúncio em uma das revistas, por se sentir intimidado, já que a empresa dele foi alvo de críticas na publicação.
A Polícia Civil disse que vai investigar o caso.
A reportagem completa você lê na edição desta quinta-feira (19) do jornal A Tribuna.