
A Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) de Cariacica concluiu o inquérito da morte do adolescente e o motivo de tamanha crueldade foi que, embora Carlos Eduardo não tivesse envolvimento com tráfico de drogas, o adolescente disse que teria participação no tráfico do bairro Dom Bosco, em Cariacica, para impressionar os traficantes de Valparaíso.
“Um dos traficantes antigos de Dom Bosco não gostou que o Carlos Eduardo tenha dito isso e o executou premeditadamente”, afirmou o adjunto da DCCV de Cariacica, delegado Franco Malini.
Segundo o titular da unidade, delegado Marcelo Cavalcante, informações passadas à polícia sinalizavam que o corpo de Carlos Eduardo estava numa área conhecida como terrão, em Valparaíso, e outras de que o corpo estava num terreno no Vale Encantado.
No dia 2 de novembro, a equipe encontrou parte de uma ossada no Vale Encantado, mas não sabiam se era do sexo masculino. Cinco dias depois, encontraram outra parte da ossada em Valparaíso. “O que chamou a atenção foram dois fatos: um tufo de cabelo que coincide com o cabelo da vítima que tinha mechas loiras e parte de um aparelho ortodôntico nos dentes da ossada. A vítima também usava aparelho”, disse Cavalcante.
Foi solicitado o exame de DNA nas duas partes da ossada e ficou comprovado que era de Carlos Eduardo.
Durante as investigações, a equipe identificou que três criminosos – dois, de 21 anos, e um menor, de 17 anos – participaram do crime. Eles atraíram Carlos Eduardo até um matagal em Valparaíso em uma emboscada. O adolescente foi morto com pauladas e a tiros.
Os três foram indiciados por homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, emboscada e impossibilidade de defesa à vítima, ocultação de cadáver e os dois maiores vão responder ainda por corrupção de menores. A prisão dos três foi pedida pelo titular da DCCV de Cariacica, que aguarda pela decisão da Justiça.