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POLÍCIA

Adolescente é preso de 10 em 10 dias pelo mesmo crime no mesmo local

Ele foi preso nesta terça-feira pela quarta vez em 40 dias

Pinos de cocaína, pedras de crack, buchas de haxixe e R$ 163 foram apreendidos com adolescente

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Um adolescente de 16 anos foi preso na tarde desta terça-feira, 5, no morro do Romão, em Vitória, portando drogas e dinheiro. Segundo a Polícia Militar, essa é a quarta vez nos últimos 40 dias que ele foi detido, no mesmo local.

Nesta prisão, o jovem e outros três indivíduos fugiram ao notar a presença da viatura no bairro. Segundo a PM, ele foi localizado em uma escadaria, com várias lesões e portando uma bolsa. Nela, estavam 19 pinos de cocaína, quatro pedras de crack, seis buchas de haxixe e R$ 163.

Ele foi levado ao Hospital Estadual de Urgência Emergência e, após receber alta, foi encaminhado para a 1ª Delegacia Regional.

O adolescente tem outras três passagens por crimes no bairro Forte São João, no mesmo local da última prisão. Na sua primeira passagem, no dia 23 de fevereiro, ele foi pego com 30 pinos de cocaína, 17 pedras de crack, 13 buchas de maconha, um rádio comunicador, um aparelho celular e R$ 348.

No dia 4 de março, ele tentou fugir com 13 pedras de crack, 13 pinos de cocaína, 42 buchas de maconha, R$ 200 e um rádio comunicador. Treze dias depois, foi preso novamente com uma quantidade de drogas, um rádio comunicador, além de R$ 80.

Para o especialista em Segurança Pública e Privada Emir Pinho, o crime organizado utiliza esses menores como “operários” para movimentar o comércio de drogas e os enfrentamentos contra a Polícia e entre quadrilhas.

Emir acredita que o Estado não é capaz de se responsabilizar nesses casos.

“O juiz que avalia a periculosidade do crime cometido, as condições da prisão e do Estado para assumir a responsabilidade de tutela pelo suspeito. Todos sabemos que o Estado hoje é incapaz de promover a aplicação de correção, nem ser responsável por manter a integridade ou segurança destes elementos”.

O especialista pontua que o Estado deveria focar na recuperação desses menores e jovens infratores.

“Enquanto não investirmos de verdade em mudanças culturais, sociais e na eficiência do Estado enquanto gestor de políticas de recuperação de menores e jovens infratores, continuaremos gastando bilhões em celas prisionais que nunca suportarão as demandas”.

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