Dois adolescentes de 13 e 16 anos, foram encontrados mortos em uma lagoa na cidade de Anchieta, no sul do estado. Josenildo dos Santos Lopes Júnior, 13, e Carlos Eduardo Nunes Ferreira, 16, estavam desaparecidos desde a noite de domingo.
As famílias que estiveram no local e reconheceram os corpos, contam que eles saíram de casa na noite de domingo, com a informação de que iriam para a quadra, onde acontecia uma partida de futebol. E de lá, eles não voltaram para casa. Os dois eram vizinhos.
“Ele saiu para o festival de pipa, voltou em casa, tomou banho, deu comida para o irmão dele, e disse que ia encontrar com o outro irmão dele, o Alex. Eu entreguei a chave de casa dele. Passado um tempo, o Alex chegou em casa sem o irmão, Carlos Eduardo. Perguntei ao Alex se ele tinha visto o irmão, e ele disse que não. Mas as pessoas disseram que eles estiveram na quadra, no futebol”, disse a mãe de Carlos Eduardo, Izaura Santos Nunes, 38.
Na manhã desta quarta-feira (18), um vizinho da Lagoa de Acaraí, localizada no bairro Nova Anchieta, onde os meninos moravam, avistou algo boiando e com muitos urubus rodeando. Ele decidiu descer para ver o que seria, quando viu os corpos.
“Um vizinho viu do segundo andar, algo boiando e muitos urubus em cima. Ele desdeu para ver, e viu o corpo boiando mais para o meio da lagoa, e outro corpo mais próximo da margem, e chamou a polícia”, conta a vizinha e amiga das famílias, Eduarda Cipriano Silva, 20.
Os corpos estavam inchados e segundo a Polícia Civil, com marcas de ferimento por arma de fogo. Um dos corpos estavam com as mãos amarradas.
Na noite do desaparecimento dos amigos, um terceiro adolescente estava com eles. As famílias querem saber desse adolescente, o que aconteceu de fato.
“Eles foram vistos a noite andando próximo da Vila Olímpica. O terceiro menino que estava com eles, sumiu. Fomos para cima da mãe, que sabia de tudo, mas disse que o filho não está em Anchieta mais. Disseram até que estava no Rio de Janeiro”, contou o irmão de Carlos Eduardo, o Alexandro Nunes Ferreira, 19.
Os corpos foram levados para o Departamento Médico Legal (DML) de Cachoeiro. O delegado de Anchieta, Marcos Nery, investiga o caso.
Emocionada, a mãe pede justiça.

