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Advogada acusada de transmitir ordens de presidiários para facção é presa

Mais uma advogada foi presa, nesta sexta-feira (13), suspeita de utilizar o cargo para realizar a comunicação entre líderes de uma facção criminosa ...

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Última atualização

Ministério Público investiga a participação de advogados em esquema  (Foto: Divulgação)

Mais uma advogada foi presa, nesta sexta-feira (13), suspeita de utilizar o cargo para realizar a comunicação entre líderes de uma facção criminosa do Estado, que estão presos, com os demais integrantes do grupo que estão fora da cadeia. 

De acordo com o Ministério Público do Estado (MPES), a prisão foi feita em continuidade à primeira fase da Operação Armistício, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). 

A operação contou com o apoio do Núcleo de Inteligência da Assessoria Militar do MPES, da Diretoria de Inteligência da Polícia Militar do Espírito Santo (Dint- PMES) e do 7º Batalhão da Polícia Militar e foi deflagrada no dia 19 de julho de 2021, para apurar crimes praticados pela organização criminosa, com a participação de advogados.

“Eles se utilizaram indevidamente de prerrogativas essenciais à advocacia para garantir a comunicação criminosa entre lideranças da facção, que se encontram custodiadas em unidades prisionais do Estado, com integrantes em liberdade e foragidos do sistema judiciário. As investigações tiveram início em 2019”, informa o MP.

As medidas judiciais de interceptações telefônicas e telemática, dentre outras diligências investigativas, culminaram na obtenção de provas de tráfico de drogas, aquisição e porte de armamentos e munições, execução e planejamento de crimes de homicídio, queima de ônibus e outras ações violentas. Esses crimes eram executados por meio dessa comunicação exercida por advogados.

O Gaeco ajuizou denúncia criminal contra 40 integrantes da facção criminosa Primeiro Comando de Vitória (PCV). Entre os denunciados estão nove advogados envolvidos com a facção.

A denúncia foi recebida pela Justiça, que procedeu a ação penal contra  os 40 réus e determinou a suspensão do exercício da advocacia para nove advogados, além da prisão domiciliar e monitoramento eletrônico por tornozeleira. Os demais réus tiveram a prisão preventiva decretada.

Dentre os crimes imputados estão os de integrar organização criminosa, associação para o tráfico e tráfico de drogas. Os autos tramitam perante a 10ª Vara Criminal de Vitória.

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