
A polícia prendeu nesta segunda-feira (14) dois irmãos empresários, César Júnior Almeida dos Santos, 29, e Anderson Clayton Fardim, 36, por suspeita de ter mandado matar o advogado Fernando da Costa Guio, 35 anos. Também foram presos Leonardo Prett Porto, 40 e Creison Ribeiro da Silva, 31, apontados como os pistoleiros contratados para o crime. O caso foi desvendado pela equipe da Delegacia de Crimes contra a Vida (DCCV) de Cachoeiro de Itapemirim.
De acordo com a polícia, Fernando teria sido contratado por um profissional liberal de Cachoeiro de Itapemirim, cujo nome não foi divulgado, para matar César Júnior, recebendo R$ 30 mil pelo serviço. Fernando teria chamado Leonardo para cometer o crime, oferecendo R$ 15 mil pelo serviço, pagando R$ 5 mil adiantados e ficando de dar o restante após o assassinato.
No entanto, em vez de cometer o crime, Leonardo se uniu a César e a seu irmão Anderson contra Fernando. Os dois irmãos ainda contrataram Creison para a ação.
Não ficou esclarecido pela polícia o que levou Leonardo a voltar atrás, mas a suspeita é que os dois irmãos tenham oferecido um dinheiro a mais pelo serviço.
Com relação ao profissional liberal, que teria sido o primeiro mandante, o delegado responsável pela investigação, Guilherme Eugênio Rodrigues, explicou que pediu sua prisão, mas a Justiça entendeu que não houve a execução do crime – a morte de César – e por isso ele não foi preso. Inclusive o acusado confessou o crime.
O crime

Fernando Ghio foi morto com um tiro na cabeça enquanto dirigia seu Honda Fit na Rodovia do Contorno, próximo ao antigo Morro do Lixo. Ele perdeu o controle do veículo, saiu da pista e capotou, parando no meio de um pasto.
Fernando morreu no local. No início, o crime estava sendo tratado como simples acidente. No entanto, durante exame de necropsia no Serviço Médico Legal (SML) ficou constatado que a vítima tinha uma perfuração na cabeça, logo atrás da orelha.
Testemunhas informaram que Fernando estava acompanhado de um pedreiro e foi a marmorarias da região para comprar material para reformar um quarto de sua casa para abrigar o filho que iria nascer. A mulher dele estava grávida de quatro meses.
Na saída de uma das empresas, segundo informações na época, o advogado teria dado carona a duas pessoas. No entanto, a polícia já descartou essa hipótese e sabe que a vítima conhecia os acusados e que teria ido aquele ponto já para buscá-los.
Alessandro de Paula