Iniciadas nesta segunda-feira (14), as audiências de instrução – dos processos que tratam da greve da Polícia Militar, em fevereiro do ano passado – ouviram pela manhã as primeiras testemunhas. Segundo o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJ-ES), 10 policiais militares e 14 parentes serão julgados até sexta-feira (18).
As audiências relativas ao processo dos familiares acontecerão nesta segunda e terça-feira (15). As relativas ao processo dos policiais serão quinta (17) e sexta (18). A juíza da 4ª Vara Criminal de Vitória, Gisele Souza de Oliveira, vai presidir as audiências.
Na saída do Fórum de Vitória, o advogado Victor Abreu, que defende três dos 14 parentes acusados, conversou com a equipe de A Tribuna e falou sobre a expectativa no caso. Para ele, suas clientes não participaram de uma organização criminosa e estavam apenas melhores condições de trabalho e salário de seus companheiros.
“Existem mulheres que estavam ali para reivindicar melhores condições de trabalho e salário, o que é um direito delas. Mas existe uma distância entre fazer uma reivindicação e fazer parte de uma organização criminosa, como aponta o Ministério Público. Essa distância não foi observada. As mulheres realizavam uma manifestação pacífica”, afirmou.
O advogado rebateu ainda a denúncia apresentada pelo MP afirmando que as mulheres se mobilizaram, por duas vezes, para organizar um movimento paradista. “A denúncia diz respeito a uma mobilização mesmo após o fim da greve da polícia, mas não há evidências que realizaram alguma mobilização sequer antes da primeira”, explicou.
Vitor Abreu afirmou ainda que espera que a Justiça seja feita. ” A audiência de hoje foi satisfatória. Esperamos que a Justiça seja feita e que possa ser esclarecido que elas não fizeram parte de uma organização criminosa”, disse.
Mais audiências
Novas audiências estão sendo realizadas na tarde desta segunda-feira. A cobertura completa sobre este caso você acompanha no Jornal A Tribuna desta terça-feira (15).
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