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Um ajudante de pedreiro deu marretadas e facadas no próprio tio e no primo, após uma briga entre os parentes, no bairro Jardim Campo Grande, Cariacica, na noite de sábado (11). A confusão teria sido motivada por ciúmes.
Testemunhas relataram que o pedreiro estaria bebendo em casa com pelo menos cinco familiares. Por volta das 22h30, ele teria começado uma discussão por ciúmes da mulher, uma vendedora, de 34 anos. No meio da briga, ele agrediu o tio, de 52 anos, com marretadas. O primo, de 43 anos, foi ferido com golpes de faca.
No meio da rua, na manhã deste domingo (12), ainda era possível ver o rastro de sangue deixado pelas vítimas. Depois do crime, o agressor teria fugido para o meio do mato. Moradores socorreram os feridos para o Pronto Atendimento (PA) de Alto Lage.
De acordo com o Boletim de Ocorrência, o tio precisou ser transferido para o Hospital Estadual de Urgência e Emergência (HEUE), em Vitória, por causa da gravidade dos ferimentos.
Logo após a confusão, a polícia foi até a casa onde tudo aconteceu e conversou com uma testemunha, que revelou que o agressor, antes de partir para cima dos parentes, teria violentado a própria mulher.
A versão foi confirmada por moradores, que não quiseram se identificar, mas contaram que o pedreiro já agrediu a mulher diversas vezes. Eles estariam juntos há um ano. Além da companheira, ele já teria brigado e até esfaqueado outros vizinhos.
Quando os militares estiveram no local, durante a noite, a mulher do pedreiro não estava na casa. Ela apenas informou para uma parente, por WhatsApp, que não revelaria seu paradeiro e que não desejava dar queixa do marido.
Revoltados com a situação, depois do crime de sábado, traficantes do próprio bairro teriam ido até a casa do agressor. Como o pedreiro não estava lá, os suspeitos quebraram os vidros do carro dele, que estava estacionado na garagem.
Investigadores do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP) foram até o bairro, na manhã deste domingo (12). Eles encontraram a marreta usada no crime, coberta de sangue, escondida embaixo de telhas na casa da mãe do pedreiro. O caso seguirá sob investigação.