O governo de São Paulo procurou o Ministério Público Estadual logo após a decisão do ministro Marco Aurélio Mello para estudar o que podia ser feito para manter o chefe do PCC, André do Rap, preso. A estratégia adotada foi pedir que à Justiça a prisão preventiva dele em outro processo no qual ele é acusado de tráfico internacional de drogas.
As informações sobre a tentativa do governo de São Paulo foram divulgadas pelo Estadão e reproduzidas no site Metrópoles. De acordo com as publicações, o pedido de prisão de André foi feito pela promotoria na sexta-feira (9) na cidade de São Vicente.
Essa ação buscava repetir uma estratégia já adotada em 2008 para impedir a libertação de um grupo do PCC, que atacou a penitenciária de Franco da Rocha. No entanto, no caso de Rap, a articulação não funcionou, já que a juíza de São Vicente negou o pedido do Ministério Público e, na manhã de sábado (10), o chefe do PCC foi colocado em liberdade.
A Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) sabia dos planos de Rap de fugiu para o Paraguai, para assumiu o controle do tráfico internacional da facção, conforme está informado na ficha criminal dele.
O governo conseguiu indícios de que ele fugiu para o país vizinho, em vez de seguir para o Guarujá, como deveria ter feito após ser colocado em liberdade.
O documento da SAP informou que André do Rap é quem coordenava a exportação de drogas via porto de Santos. O chefe da facção foi preso em uma mansão em Angra dos Reis (RJ),onde no local havia dois helicópteros e uma lancha.
De acordo com a SAP, ele “possui altíssimo poder financeiro, e estando em liberdade, assumirá o tráfico internacional de drogas da facção”, diz trecho do documento reproduzido pelo Metrópoles.
As polícias Civil e Federal monitoraram André após a saída da cadeia e constataram que ele se dirigiu para Maringá (PR) e não para o Guarujá (SP), local onde informou ter residência. Os agentes acreditam que, da cidade paranaense, ele embarcou em uma aeronave com destino ao Paraguai, onde assumirá o controle da facção.
