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SERRA

Aposentado desabafa após crime na zona rural: “Nem na roça temos mais sossego”

Diarista de 60 anos foi atingida na nuca. Ela sobreviveu e contou que passava em frente a um sítio, onde tinha acontecido uma festa

Manoel Camilo Neto socorreu uma diarista de 60 anos que foi atingida na nuca por uma bala perdida

Última atualização

Durante a caminhada matinal, uma diarista, de 60 anos, acabou sendo atingida por uma bala perdida na nuca, na manhã desta segunda-feira, 25, em Guaranhuns, na Serra. A vítima estava com uma amiga quando tudo aconteceu.

Em depoimento à polícia, a idosa contou que os tiros começaram no momento em que ela e a amiga passavam em frente a um sítio, na Estrada do Itaiobaia.

Testemunhas revelaram que ocupantes de um veículo já estavam parados perto do sítio, onde acontecia um evento durante a madrugada. No momento em que sete pessoas saíram do local, os criminosos dispararam. Cerca de oito tiros foram ouvidos.

A diarista escutou o barulho dos tiros e correu, junto com a amiga. Quando viu que estava ferida, ela pediu ajuda em uma casa, a cerca de 300 metros do local do crime.

O aposentado Manoel Camilo Neto, de 71 anos, foi quem ajudou a vítima. “Ela chegou gritando: ‘Pelo amor de Deus, me deixa deitar!’ E deitou no banco embaixo da mangueira. Pediu água e eu disse que não podia dar, porque ela estava sangrando, sentindo frio e muita dor”.

 













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Manoel chamou o Samu-192 e a vítima foi levada para o Hospital Estadual de Urgência e Emergência (São Lucas), em Vitória. Segundo a polícia, as primeiras avaliações médicas indicavam que a bala teria ficado alojada na nuca da idosa. Apesar do local delicado, ela estava lúcida e conseguia conversar.

Testemunhas relataram que o evento estava cheio, com cerca de 600 pessoas. Os tiros aconteceram na rua, já no final da festa.

Investigadores do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) estiveram no local. Uma cápsula de pistola foi encontrada próxima à entrada do sítio. O caso seguirá sob investigação da Polícia Civil.

A ação assustou moradores da região e familiares da idosa.

“Eu estava em casa e logo pela manhã chegou a notícia. Minha esposa se desesperou. Como parece que foi de raspão, a gente se tranquilizou. Agora estamos aguardando a melhora dela. Foi um susto para nós. O negócio está feio. Quase todos os finais de semana tem festa aqui, agora em feriado prolongado teve festa desde sexta”, disse um topógrafo, de 64, parente da vítima que não quis se identificar.

“Nem na roça temos mais sossego!”, diz Manoel 

Ainda lembrando do socorro que prestou à vítima, o aposentado Manoel Camilo Neto, de 71 anos, comentou que ouviu os disparos. 

“Eu estava vendo televisão, era 5h25, quando ouvi oito tiros. Todo dia ela caminha aqui, fico preocupado. Infelizmente acontece tiro aqui direto. Passa gente dando tiro à toa, é ladrão passando de moto. Não é fácil. Nem na roça temos mais sossego”, desabafou Manoel, na porteira da propriedade onde a diarista buscou socorro.

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