Antes de ser morto, o artista plástico Kleber Wilton Nery, de 58 anos, teria lutado com o suspeito do crime. A suspeita foi levantada por militares que atenderam a ocorrência e que perceberam, na casa da vítima, alguns objetos quebrados e móveis fora do lugar, indicando uma possível luta corporal entre ambos.
O artista plástico foi morto dentro da própria casa, no bairro Caratoíra, em Vitória, durante um assalto. O corpo de Kleber foi encontrado na noite de sábado, após vizinhos e familiares terem percebido que ele não havia aparecido na varanda de casa durante o dia (hábito comum da vítima) e de não terem conseguido se comunicar com ele.
De acordo com o registro policial do caso, o corpo de Kleber foi encontrado por volta de 23h30, em um dos quartos da casa dele. Em cima das pernas do artista plástico, havia uma caixa de madeira. Ele estava com um sangramento na cabeça e um fio de telefone enrolado no pescoço.
Familiares e amigos não souberam dizer se a vítima tinha desavença com alguém ou se mantinha algum relacionamento.
Na rua onde ele morava, vizinhos lamentaram a morte e disseram que Klever era uma pessoa tranquila.
“Era calmo. Nunca foi um vizinho que deu problema e nós nunca vimos ou ouvimos qualquer briga na casa dele”, contou uma aposentada de 77 anos, que pediu para não ser identificada.
Investigação
Por meio de nota, a Polícia Civil informou que o caso foi registrado, inicialmente, como de latrocínio e seguirá sob investigação do DEIC. O órgão informou ainda que até o momento nenhum suspeito foi detido.
ENTREVISTA | Carlos Walter, irmão da vítima
“Triste perder um irmão no início do ano”
Com um olhar triste a ainda sem entender o que aconteceu, o autônomo Carlos Walter, de 66 anos, conversou com a reportagem de A Tribuna, enquanto liberava o corpo do irmão, o artista plástico Kleber Wilton Nery, de 58 anos, encontrado morto dentro de casa, em Caratoíra, Vitória, na noite de sábado.
Ele falou sobre a tristeza de receber a notícia da morte de Kleber, logo nos primeiros dias de 2021.
A Tribuna -Como ficou sabendo da morte de seu irmão?
Carlos Walter – Eu fiquei sabendo hoje (domingo) pela manhã, quando outros familiares foram a minha casa. Eu estava dormindo e me contaram. Agora pela manhã, vim fazer o reconhecimento do corpo.
Como que era seu irmão?
Era uma pessoa bem sociável. Era formado em Direito e tinha muitos amigos. A notícia da morte dele nos pegou de surpresa. Ele morava sozinho há cinco anos.
Ele tinha algum relacionamento?
Se tinha, nós da família não sabíamos. Ele vivia lá e eu vivia cá. Somos irmãos, mas esse tipo de coisa ele não nos falava.
Quais foram as primeiras informações que o senhor recebeu?
Que tinha um colega dele lá na casa dele e que ele passou a noite lá. Pela manhã saiu com o carro dele. Roubou, na verdade.
Como foi receber a notícia da morte de seu irmão?
Foi péssimo! É triste perder um irmão no início do ano.
