
Era por volta das 22h45 do dia 31 de dezembro de 1997. Faltavam poucos minutos para a chegada de 1998, quando algo diferente foi ouvido na Rádio Tropical FM 103,7 FM. Cerca de dois minutos depois, a voz de um adolescente pede por socorro: o locutor e deputado estadual Antário Filho, que apresentava ao vivo o último programa da Rádio Tropical do ano, havia sido baleado em pleno estúdio da emissora.
Neste dia 31 de dezembro de 2017, a morte de Antário Filho (PSDB), na época com 42 anos, completa 20 anos, um fato que jamais foi esquecido pelos ouvintes capixabas. Além de deputado e radialista, Antário era o proprietário da emissora.

O crime foi presenciado pelo filho, Antário Neto (na época com 15 anos) e a namorada do radialista. Dois homens armados invadiram o estúdio da rádio, que ficava em Itaquari (Cariacica) e, com revólveres calibre 38, fizeram vários disparos contra Antário Filho. Ele chegou a ser socorrido ao hospital, mas não resistiu.
Segundo o Instituto Médico Legal na época, ele recebeu dez tiros, sendo 8 no peito, um no pescoço e um no rosto. Além dos dois homens, outras duas mulheres, que ficaram de fora do estúdio, participaram do crime.
Quem ouvia o rádio no dia, não conseguia entender o que acontecia. A Rádio Tropical era a emissora mais que escutada na época, principalmente às vésperas do Ano Novo, com a tradicional contagem regressiva desde o início do dia. À polícia, na época do crime, o ex-locutor da emissora Renado Duarte Nunes contou que achou estranho o que aconteceu. “Ouvi gritos de socorro ao vivo no estúdio e logo em seguida a rádio saiu do ar”, disse em depoimento à polícia.
O corpo de Antário Filho foi sepultado no Cemitério Jardim da Paz, na Serra, e, até hoje, a morte dele é lembrada pelos capixabas a cada virada de ano.
Weslei Radavelli