O presidente Jair Bolsonaro anunciou que vai assinar nesta terça-feira (7) um decreto que flexibiliza as regras de transporte de armas para colecionadores, atiradores esportivos e caçadores, conhecidos pela sigla CAC.
Neste domingo (5), Bolsonaro afirmou que não haverá limite para quantidade de munição e que os afiliados aos CACs poderão transportar suas armas municiadas. Atualmente, colecionadores e atiradores que frequentam clubes de tiro são obrigados a levar a arma sem munição.
O Presidente foi questionado sobre o decreto por um apoiador, ao sair do Palácio da Alvorada para ir ao enterro da mãe de um ex-assessor, que trabalhou com ele na Câmara dos Deputados.
“Vou assinar um decreto na terça-feira, às 16 horas, pode ficar tranquilo. CAC não vai ter quantidade de munição. Vai poder transportar arma municiada. Quebrando o monopólio também”, disse.
Na última terça (30), o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, havia anunciado que o Presidente preparava um decreto sobre o tema para esta semana.
“Desde a campanha, o Presidente vem imaginando permitir certa abertura no transporte (das armas) para caçadores, atiradores e colecionadores de armas. Especialmente para os atiradores, de casa para o estande de tiro, onde eles vão realizar o seu treinamento esportivo.”
Não ficou clara a referência de Bolsonaro à quebra de monopólio, mas ela é defendida por pessoas ligadas a CACs, entre elas, o deputado Eduardo Bolsonaro. Atualmente, a legislação restringe a importação de armas.
Bolsonaro também foi questionado por jornalistas se desistiu de ir a Nova York por causa das críticas que recebeu do prefeito da cidade, Bill de Blasio. Ele respondeu que vai aos Estados Unidos, mas não disse em qual data nem em quais circunstâncias.
