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Babá é sequestrada, dopada e tem os cabelos cortados em Vitória

Uma babá de 37 anos viveu momentos de pânico ao ser sequestrada por bandidos em Nova Palestina, Vitória. Ela foi rendida no meio da rua e levada para ...

A babá mostra os cabelos: “Disseram que não iam fazer nada comigo, mas iam matar minhas filhas”

Última atualização

Uma babá de 37 anos viveu momentos de pânico ao ser sequestrada por bandidos em Nova Palestina, Vitória. Ela foi rendida no meio da rua e levada para uma casa, onde ficou em cárcere privado por mais de 6 horas. Além de dopada, ela teve os cabelos cortados pelos criminosos.

O crime aconteceu por volta de 15h30 de sábado, no momento em que a vítima seguia para o trabalho. Uma mulher armada se aproximou da babá e exigiu que ela entregasse o celular.

“Depois veio um carro e essa mulher me obrigou a entrar. Logo amarraram minhas mãos e pernas com um lençol e me doparam. Aí, não vi mais nada e só acordei em uma casa bem bonita e cheia de câmeras”, contou a vítima, que está com problemas na fala devido à substância que lhe foi aplicada.

A babá mostra os cabelos: “Disseram que não iam fazer nada comigo, mas iam matar minhas filhas” (Foto: Kadidja Fernandes/ AT)A babá, que pediu para não ser identificada, relatou que, ao chegar à residência, ela percebeu que quatro mulheres e um homem estavam no local. O homem usava uma máscara de idoso.

“Ele falou que não iria fazer nada comigo, mas que ia matar minhas filhas. Perguntei o porquê e ele não falava. Depois, tentou sussurrar algo no meu ouvido, mas eu mordi a orelha dele e tentei chutá-lo. Foi quando uma das mulheres veio e cortou meu cabelo”, disse.

Durante o cárcere, os bandidos pegaram o celular da babá e mandaram mensagens e até fotos da vítima para a família dela.

Depois de seis horas os sequestradores abandonaram a vítima na rodovia Serafim Derenzi, em Vitória. Ela foi encontrada desorientada e, após ser levada para um hospital, está se recuperando.

Enquanto a babá era mantida refém, a família foi à Delegacia Regional de Vitória para registrar o caso, mas foram orientados a ir para o Plantão da Mulher. “Fomos, mas lá nos mandaram voltar para o DPJ. No DPJ, não registraram o sequestro”, disse a irmã da vítima.

Questionada sobre isso, a Polícia Civil disse que “nenhum policial pode se recusar a registrar ocorrências, salvo por motivo plenamente justificável”.

“Só queria voltar para minhas filhas”

“Eu estava indo para o trabalho, andando em uma rua do bairro, quando fui surpreendida por uma mulher que exigiu meu celular.

Eu entreguei e de repente veio um Siena preto atrás dela e parou do nosso lado. Ela me obrigou a entrar nele.

Quando me jogaram dentro do carro, foram logo amarrando meus braços e pernas com um lençol. Depois, colocaram um pano no meu nariz e eu apaguei.

Só me lembro que acordei em uma casa bonita e cheia de câmeras. Lá dentro estavam quatro mulheres e também um homem, que estava mascarado.

Disseram que não iam fazer nada comigo, mas que iam matar minhas filhas. O homem mascarado sussurrou algo no meu ouvido e nessa hora eu aproveitei e bati nele. Foi nesse momento que veio uma das mulheres e cortou meu cabelo.

No período em que eu estava lá na casa, só pensava nas minhas filhas. Só queria voltar para minhas filhas. Viver aquilo foi muito desesperador”.

Babá de 37 anos, sequestrada e dopada por criminosos em bairro de Vitória.

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