
Segundo a polícia, o grupo poderia ter levado duas toneladas de ouro que foram exportadas naqueles dias, ou cerca de R$ 360 milhões, no mercado nacional, ou até R$ 600 milhões, se vendido na China -como acredita-se que possa ser o destino final do material roubado.
De acordo com o delegado Pedro Ivo Corrêa, titular da delegacia de roubo a bancos, antes de o bando conseguir concretizar o plano em 25 de julho, eles realizaram duas tentativas de invadir o terminal e levar o ouro por ali exportado, uma no começo do ano e outra também no mês de julho.
O policial explica que desde o início o alvo principal do grupo era o ouro por ali exportado, operação comum no aeroporto. “Não era uma operação incomum. Isso surpreendeu a todos nós. O Brasil, de fato, exporta ouro há 500 anos e continua exportando”, disse Corrêa.
Se os assaltantes tivessem acertado na primeira tentativa, os policiais acreditam que o roubo poderia ter coincidido com uma operação realizada pelo Banco Central que transferia cerca de duas toneladas de ouro.
Essa investida só não deu certo porque, ainda segundo a polícia, o funcionário do aeroporto Peterson Patrício não permitiu o acesso do resto do bando. Supervisor do terminal de cargas, ele é suspeito de participar do esquema criminoso.
Nas duas primeiras tentativas, porém, o funcionário teria arrumado desculpas para o grupo não entrar.
Foi por isso que os bandidos sequestraram a família dele, na véspera do roubo, acredita a polícia. “Ele [Patrício] concordou em participar, ele anuiu, participou do planejamento, e, no final, começou a criar obstáculos. Foi aí que o pessoal da organização findou em sequestrar a família dele para estimulá-lo, vamos dizer assim, a participar mais efusivamente”, afirmou o policial. “A família não sabia disso.”
Além de Patrício, a polícia prendeu outras três pessoas e identificou outros dois suspeitos, Teotônio da Silva Pasqualini, conhecido como “Velho”, e Marcelo Ferraz, continuam foragidos. O primeiro seria o mentor de todo o roubo, e, Ferraz, o chefe da parte operacional do plano.
Francisco Teotônio da Silva Pasqualini, 55, apontado pela polícia de São Paulo como o principal mentor do roubo de 770 kg de ouro do aeroporto de Cumbica, em Guarulhos Divulgação 3×4 de homem careca, branco, com cerca de 50 anos A polícia ainda tenta recuperar o ouro roubado.
Os policiais suspeitam que a carga possa ter sido enviada para China, após prender um comerciante chinês que estaria enviando cerca de um quilo para o país em pequenas chapas do metal.