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Utilizando o número de celular e o nome da Paróquia São Francisco de Assis, de Jardim da Penha, em Vitória, golpistas começaram a se passar por membros da secretaria da igreja para tentar dar golpe nos fiéis.
Os vigaristas conseguiram o mesmo número telefônico, porém com DDD diferente, de outro estado, o de número 55, que é do Rio Grande do Sul.
A mensagem recebida por um paroquiano (nome dado a quem frequenta uma paróquia), na sexta-feira, tinha dizeres já típicos de golpes aplicados pelo Whatsapp.
“Preciso fazer um pagamento agora e não estou conseguindo acessar minha conta pelo aplicativo. Tem como fazer para mim? Amanhã faço o retorno para sua conta, ok?”.
Segundo Edilaine Chiari, coordenadora da Pastoral da Comunicação da Paróquia São Francisco de Assis, avisada por fiéis, a paróquia fez alertas.
“Tivemos conhecimento de uma fiel. Assim que ficamos sabendo, já mandamos nos grupos de WhatsApp avisando e pedindo para denunciarem. Também publicamos nas redes sociais para que as pessoas ficassem atentas.”
Edilaine Chiari disse que não sabe se alguém chegou a cair, de fato, no golpe. “O que sabemos é que tentaram aplicar o golpe se passando por nós. Acredito que se alguém tivesse caído, teria nos procurado para juntos acionarmos à polícia”, afirma.
Especialista em Tecnologia da Informação, Eduardo Pinheiro destaca que, após o grande vazamento de dados de 2021, os criminosos conseguem informações de grupos específicos na “deep web”, onde são compartilhados dados das pessoas de forma ilegal.
“Eles usam de engenharia social. Buscam manipular mentalmente as pessoas. Provavelmente, veem que a entidade está arrecadando dinheiro para algum fim e aí obtêm os dados de seus membros na ‘deep web’”, diz Pinheiro.
SAIBA MAIS
Golpe
Utilizando o número de celular e o nome da Paróquia São Francisco de Assis, de Jardim da Penha, em Vitória, golpistas começaram a se passar por membros da igreja para tentar dar golpe nos fiéis.
Os vigaristas conseguiram o mesmo número telefônico, porém com DDD diferente de outro estado, o 055, que é do Rio Grande do Sul.
A mensagem dizia: “Preciso fazer um pagamento agora e não estou conseguindo acessar minha conta pelo aplicativo. Tem como fazer para mim? Amanhã faço o retorno para sua conta, ok?”
Imediatamente a paróquia denunciou o número ao aplicativo e orientou por meio de grupos de Whatsapp e redes sociais a bloquear o telefone em questão em caso de mensagem pedindo dinheiro.
Dicas
Especialista em Tecnologia da Informação, Eduardo Pinheiro diz que o primeiro cuidado é sempre desconfiar, conferir se o número de celular realmente é o do local que o autor da mensagem afirma ser e se o DDD é do Estado, por exemplo.
Também é preciso checar a veracidade da mensagem. “Vá até a paróquia ou ligue para o telefone fixo, ou outro número. Nunca confie somente no número que está te mandando a mensagem”.
Necessário fazer boletim de ocorrência para que “a autoridade policial identifique o autor” do crime.
Fonte: Especialista entrevistado.