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Chefão do jogo do bicho fatura R$ 1,5 milhão por mês

Eles são discretos, gananciosos e se passam por empresários honestos para esconder as fortunas que movimentam com a exploração de uma atividade ...

Última atualização

Eles são discretos, gananciosos e se passam por empresários honestos para esconder as fortunas que movimentam com a exploração de uma atividade ilegal.

Assim agem os donos de bancas de jogo do bicho na Grande Vitória, segundo a polícia. Os bicheiros, como são conhecidos, constroem verdadeiros impérios. Em apenas uma das bancas, o faturamento mensal é de R$ 1,5 milhão.

Investigações feitas pela Delegacia de Costumes e Diversões (Decodi) apontam que pelo menos sete bancas de jogo do bicho dominam a Grande Vitória. “São grupos fechados que controlam a atividade. Não é fácil uma pessoa chegar em uma região e montar uma banca. Os bicheiros usam até violência para evitar isso”, afirmou o titular da Decodi, delegado Icaro Ruginski.

A banca corresponde a um conjunto de pontos de apostas espalhado em uma região. “Cada bicheiro explora uma área. A maior banca é a da Serra, que possui mais de 200 pontos de apostas. Em Vitória tem uma banca, em Cariacica tem pelo menos duas e em Vila Velha, pelo menos três”, revelou o delegado.

Os cambistas ou apontadores são as pessoas que recebem as apostas. Eles ficam em calçadas de ruas movimentadas e estabelecimentos comerciais. “Os bicheiros fornecem os materiais para que os cambistas trabalhem. E os cambistas recebem a comissão de 20% em cima do valor das apostas recebidas por ele no dia”, destacou.

O delegado destacou que na Grande Vitória existem, pelo menos, mil pontos de jogo do bicho. “O faturamento varia de uma banca para outra. Mas na Serra, por exemplo, cada ponto fatura, em média, R$ 250 por dia, totalizando R$ 50 mil diários para a banca. O valor dessa banca é de pelo menos R$ 1,5 milhão por mês. O faturamento é grande”, disse Icaro.

O jogo é feito através de equipamentos eletrônicos. “De três anos para cá tudo foi informatizado e isso facilitou para os bicheiros. As apostas vão on-line para a central da banca”, frisou o delegado.

A reportagem completa você lê na edição desta segunda-feira (16) do jornal A Tribuna.

Reportagem: Simony Giuberti

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