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O bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, dom Vicente de Paula Ferreira, teria sido ameaçado por um homem armado após uma missa realizada em Moeda, na região Metropolitana, na noite do último sábado (12).
De acordo com a Arquidiocese da capital, o suspeito em questão, que ainda não foi identificado, foi visto do lado de fora da igreja, aguardando o término da celebração. Ele teria dito a pessoas que estavam do lado de fora do templo que estava aguardando por dom Vicente. Ao fim do evento, ele teria abordado o religioso e o ameaçado.
A igreja não informou quais palavras foram ditas pelo homem. Em nota, o chefe da Arquidiocese de BH, arcebispo dom Walmor Oliveira de Azevedo, lamentou o caso e afirmou que providências judiciais já estão sendo adotadas para que o caso não fique impune. Walmor também disse que “em uma sociedade livre, democrática, a divergência de opiniões não pode justificar atitudes beligerantes”, ou seja, violentas.
Boletim de ocorrência é registrado
Walmor também afirmou que “em uma sociedade livre, democrática, a divergência de opiniões não pode justificar atitudes beligerantes”, ou seja, violentas.
A entidade ainda afirmou que o suspeito não é conhecido pelos moradores e que o caso foi registrado em um boletim de ocorrência.
Leia a nota na íntegra:
É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida’ (Lc 21,19)
O arcebispo dom Walmor Oliveira de Azevedo se solidariza e permanece unido a dom Vicente de Paula Ferreira, bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, vítima da intolerância, da falta de um senso mínimo para a convivialidade, do desrespeito covarde, colocando vidas – dom sagrado – em risco, sintomas graves de uma sociedade adoecida.
Providências judiciais já estão sendo adotadas para que as hostilidades destinadas a um servidor do Evangelho, no exercício de sua missão, não permaneçam impunes.
Em uma sociedade livre, democrática, a divergência de opiniões não pode justificar atitudes beligerantes, descompromissadas com a fraternidade. O Evangelho ensina que todos, independentemente de suas convicções, somos irmãos uns dos outros, filhos e filhas de Deus.