
“Esse protocolo garante à Polícia Civil (PC) a perícia criminal. Os peritos da PC são os primeiros a entrar no local, seja porque houve um óbito ou apenas uma lesão corporal. Somente após a conclusão dessa perícia, os agentes e peritos do Corpo de Bombeiros poderão entrar no local para avaliar a dinâmica desse incêndio”, destacou tenente-coronel Carlos Wagner Borges. O resultado oficial dos laudos devem sair em até 30 dias.
O tenente-coronel evitou especulações sobre as possíveis causas do incêndio e disse que é muito cedo para qualquer conclusão.
“Toda informação que vem agora é precipitada e não é oficial. Temos um cuidado grande quando há um óbito diante de um incêndio, pois a morte pode ter sido ocasionada pelas mais variadas causas. Estamos lidando com vida humana, então temos que ter a sensibilidade de apurar com certeza o que aconteceu”, ponderou.
Todas as evidências indicam que Yuri dos Santos Gonçalves, de 4 anos, se trancou no banheiro da casa quando percebeu o incêndio.
O menino foi encontrado já sem vida pelos bombeiros, no banheiro, que ficava nos fundos da apartamento. O tenente-coronel Carlos Wagner explicou que, em casos de incêndios em desenvolvimento, onde se torna claro que o indivíduo não consegue combater o fogo, o procedimento correto é sair do local, e, caso não consiga, procurar outra área afastada do fogo para se proteger, preferencialmente, em locais próximos ao solo.
O Samu chegou ao local da tragédia antes da equipe dos bombeiros e realizou os primeiros socorros aos pais e ao filho mais novo, de 2 anos, e encaminhou a família para hospitais.
Os militares dos bombeiros deram início ao combate ao incêndio e constataram que o menino estava morto dentro do banheiro. A Polícia Civil foi, então, acionada.
Sobre o atraso de 40 minutos, o tenente-coronel negou o fato. “A informação chegou às 11h19 e às 11h26 já estávamos no local, ou seja, apenas sete minutos depois”.