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Polícia

Caixão Lacrado, facção do Rio, por trás de ações criminosas no Estado

Uma facção do Rio de Janeiro denominada Caixão Lacrado pode ter participado do confronto armado entre 15 criminosos e policiais militares, na noite ...

Radiopatrulha em Andorinhas

Última atualização

Uma facção do Rio de Janeiro denominada Caixão Lacrado pode ter participado do confronto armado entre 15 criminosos e policiais militares, na noite de quinta-feira (19), em Santa Martha, Vitória.

Fontes da Polícia Militar informaram à reportagem de A Tribuna que a gangue carioca se instalou no Estado há cerca de três anos. Ela atua para reforçar o controle do tráfico de drogas em Andorinhas, na capital.

Os criminosos do grupo Caixão Lacrado também estariam por trás dos ataques que aconteceram há uma semana na praça de Itararé e que deixaram três pessoas feridas. A motivação desse primeiro conflito seria uma rixa entre os traficantes do bairro Andorinhas e o grupo de Itararé.

Como forma de revide, os traficantes de Itararé, com apoio de criminosos do Complexo da Penha, planejaram ir a Andorinhas para atacar os rivais, mas foram interceptados pela polícia quando estavam a caminho, na noite de quinta.

Radiopatrulha no bairro Andorinhas (Foto: Fábio Nunes/AT)

A influência de facções de outros estados no tráfico de drogas no Espírito Santo não é novidade. Segundo fontes da Polícia Civil, há mais de 300 integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, sendo monitorados em terras capixabas, conforme publicado por reportagem especial de A Tribuna no dia 4 de março deste ano. Cerca de 180 desses criminosos estão presos.

Outra facção que atua no Estado é o Comando Vermelho, do Rio de Janeiro. A gangue do Complexo da Penha, conhecida como Primeiro Comando de Vitória (PCV), tem uma relação comercial com o PCC. A organização carioca abastece a quadrilha capixaba com armas e drogas.

De acordo com a polícia, o que gera confrontos entre traficantes de diferentes bairros de Vitória é o desejo dos comandantes do PCV de ampliarem sua área de atuação.

Em Vitória, quase todos os bairros são dominados pela facção, que é chefiada por Carlos Alberto Furtado da Silva, o Beto, que está preso, e por Fernando Moraes Pereira Pimenta, o Marujo, que está foragido.

Apenas quatro bairros da capital não estão dominados pela dupla: Andorinhas, Piedade, Moscoso e Fonte Grande.

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