Acreditando em uma resposta da Justiça pelas mortes da mulher e dos filhos, o cabeleireiro Ronaldo Andrade foi o primeiro a depor no julgamento do comerciante Wagner José Dondoni de Oliveira, no Fórum de Viana.
Durante seu depoimento, que durou cerca de uma hora, o cabeleireiro, bastante emocionado, relembrou o dia tragédia.
Entre os relatos, Ronaldo disse que procurou dormir bem no dia anterior do acidente e que teria calibrado os pneus do carro.
Ronaldo relatou ainda, que no banco do carona estava o filho mais velho, Rafael, e no banco de trás, a mulher e o filho mais novo.
Disse, ainda, que no momento do acidente, a caminhonete de Dondoni apareceu do nada na frente do carro dele e que só teve tempo de gritar com o filho “Meu Deus, segura, vai bater”. Depois disso, não se recorda de mais nada.
Ele contou que continua morando na mesma casa onde moravam a esposa e filhos, e que não teve coragem de mexer nas coisas deles.
Quando um promotor o perguntou qual era a revolta que ele tinha da tragédia, ele respondeu aos suspiros: “Quer dor maior do que perder seus filhos?”
O cabeleireiro finalizou seu depoimento dizendo que o que ele mais deseja é a Justiça e que ele fez uma promessa de que a vida dele só andaria depois que ele visse esse capítulo da história de vida dele terminado. Ele também disse que seus pais acabaram morrendo de tristeza após a morte dos netos, uma vez que eles teriam entrado em depressão.
