A investigação do assassinato da estudante Isabela Cassani, registrado há 20 anos, será arquivada por falta de provas. A informação foi divulgada na tarde desta quinta-feira (24), pelo delegado chefe do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa, José Lopes.
De acordo com o chefe da Polícia Civil, José Darcy Santos Arruda, a corporação fez grande esforço para solucionar o caso, mas não conseguiu comprovar a autoria do crime. “A Polícia Civil se dedicou ao máximo, mas a prescrição ocorreu mesmo diante dos esforços”, explicou.
Durante a investigação, 80 policiais, sendo 11 delegados e 11 escrivãos, participaram do inquérito. 61 pessoas foram convocadas para prestar depoimentos e cinco chegaram a ser presas, mas foram liberadas após resultado negativo de exames. Ainda segundo a polícia, 48 exames de DNA (sendo 12 recentes) chegaram a ser realizados, mas todos deram negativo.
Deste modo, a autoria do crime não foi detectada.
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Entenda o caso
A morte da estudante chocou os capixabas pelo nível de crueldade. No dia 25 de outubro de 1999, o corpo da jovem de 15 anos, que era aluna do Centro Federal de Ensino Tecnológico (Cefet-ES, hoje Ifes), foi encontrado na baía de Vitória, próximo a uma ilha entre a capital e Cariacica, com marcas de estrangulamento, violência sexual, pancadas na cabeça, mordida em um dos ombros e hematomas em um dos seios.
Exames realizados pela polícia mostraram que a vítima teria sido jogada na água ainda com vida.
Isabela morava em Jardim da Penha e, no dia anterior à descoberta de seu corpo, saiu para ir ao Centro de Vitória, visitar a amiga Leann Coellen Gridley, uma missionária da igreja de Cristo. De ônibus, a estudante acabou se perdendo, desceu na avenida Beira-Mar e, às 22h30, foi filmada pelas câmeras do circuito interno de um posto de combustível, onde parou para perguntar como chegar ao bairro.
Após prestar depoimento sobre o crime, Leann Coellen Gridley voltou aos Estados Unidos e não retornou mais ao Estado.