
tática desonesta. Foto: Acervo Pessoal
O advogado que representa a família da médica Milena Gottardi Frasson, 38 anos, Renan Sales, afirmou que “qualquer tentativa de denegrir a imagem da doutora é mera estratégia espúria (desonesta)”.
“Absoluta covardia. Não há outro predicado melhor do que covardia”, desabafou o defensor para a reportagem de A Tribuna.
Sales já havia citado à reportagem que o investigador da Polícia Civil Hilário Antônio Fiorot Frasson, 44, e o idoso Esperidião Carlos Frasson, 71 anos, — pai e filho, respectivamente — que estão presos temporariamente (por um prazo de 30 dias) premeditaram o crime tendo a certeza de que não seriam punidos por isso.
“Esse caso, certamente, não ficará impune. A Polícia Civil, o Ministério Público e Poder Judiciário estão agindo de forma eficiente e autônoma”, reforçou.
O advogado crê que o inquérito deve ser concluído rapidamente e há grande possibilidade das prisões temporárias dos investigados se converterem em prisões preventivas.
Dionathas Alves Vieira, suspeito de ser o executor, e Bruno Rodrigues Broetto estão presos no Centro de Detenção Provisória de Guarapari. Valcir da Silva Dias, por sua vez, está no Centro de Triagem de Viana, enquanto Esperidião segue no Centro de Detenção Provisória II de Viana.
Hilário, por ser investigador, está detido na Delegacia de Polícia (DP) de Novo México, em Vila Velha, em um presídio destinado para policiais. Hermenegildo Palauro Filho, suspeito de ser um dos intermediários do crime, está foragido.
O crime contra a médica aconteceu na noite último dia 14, no estacionamento do Hospital das Clínicas, em Maruípe, Vitória.
A motivação do crime, segundo a polícia, tem a ver com o processo de separação do casal, que foi iniciado há três meses, e com a divisão do patrimônio da família.
Reportagem: Hemerson Costa, Rafael Moura e Tais de Hollanda
