Durante o 4º dia de depoimentos das testemunhas no caso da morte da médica Milena Gottardi, realizado na tarde dessa quarta-feira (31) no Fórum Criminal de Vitória, o juiz que conduz o caso, Marcos Pereira Sanches precisou interromper um depoimento. O motivo foi o comportamento, considerado intimidador, de Hilário Frasson, acusado de ter planejado o crime.
De acordo com informações do advogado dos acusados Dionathas Alves Vieira e Bruno Rodriguez Broetto, Leonardo da Rocha de Souza, uma testemunha de defesa de Hilário teria solicitado ao juiz que no momento que fosse falar, o réu se sentasse próximo dela juntamente com o seu advogado. Autorizado pelo juiz, Hilário teria se sentado ao lado de seu advogado, Homero Mafra, conforme solicitado pela testemunha. O assento fica bem próximo do juiz.
Hilário, então teria fixado olhar no magistrado. Marcos Pereira Sanches se sentiu incomodado e interrompeu o depoimento. Ele solicitou que a defesa de Hilário o orientasse para que não continuasse com a atitude ou então que réu voltasse a se sentar junto aos demais acusados.
“Todos ficaram espantados com o que estava acontecendo dentro daquela sala de audiência”, disse o advogado.
Para o promotor que atua no caso, Gerson Ramos, a atitude acabou incomodando também quem estava participando da audiência.
“Ele foi inconveniente. O juiz se incomodou e a maioria das pessoas que estava lá também”, disse.
Em seguida, o depoimento da testemunha prosseguiu normalmente e Hilário foi, voluntariamente, se sentar junto aos cinco acusados de envolvimento na morte da médica, acompanhado de seu advogado.
Segundo informações do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJ-ES), quatro testemunhas de defesa foram ouvidas nessa quarta: uma de Hilário, duas de Valci da Silva e uma de Hermenegildo Palauro Filho. Após os depoimentos, o juiz marcou uma nova audiência para o dia 23 deste mês, às 9 da manhã no Fórum Criminal de Vitória.
Além disso, a defesa de Hilário também solicitou a substituição da testemunha Guilherme Daré por Gilberto dos Santos, pedido que foi aceito pelo juiz.
Duas testemunhas faltaram ao primeiro dia de audiências, em 16 de janeiro. Foram o padre Pedro Luchi e Gustavo Pimentel Simões. Elas serão ouvidas na próxima audiência e logo depois os réus também serão ouvidos.
