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Polícia

Causa da morte de Thayna ainda é desconhecida

Laudo cadavélico do corpo de Thayna não indica o que causou a morte da menina. O delegado José Lopes, titular da Delegacia de Pessoas Desaparecidas, ...

Última atualização

Laudo cadavélico do corpo de Thayna não indica o que causou a morte da menina. O delegado José Lopes, titular da Delegacia de Pessoas Desaparecidas, afirmou nesta segunda-feira (4) que o resultado do laudo é inconclusivo.

No entanto, o delegado destacou que o resultado inconclusivo põe por terra a versão apresentada pelo suspeito Ademir Ferreira, que disse que Thayna teria morrido afogada. “O laudo cadavélico dá inconclusivo, o que põe por terra a informação dele dizendo que ela tinha morrido afogada. Quer dizer, se ela tivesse morrido afogada, o perito teria informado. Então, é mais uma história fantasiosa dele, que a gente no decorrer das investigações vai pôr por terra”, disse.

Segundo o delegado, como os laudos ainda não foram concluídos, ainda não foi comprovado que Thayna foi estuprada pelo suspeito. “A gente está aguardando mais laudos ainda. Tem o veículo, tem outros instrumentos que a gente encaminhou, aguardando o laudo. Acredito que sim, que é possível terminar positivo”, afirmou.

O estupro pode ser comprovado com material biológico recolhido nos objetos encaminhados para perícia. “O DNA não terminou ainda. Ele só agilizou isso aqui (a confirmação do DNA). Tem 20 dias. Em torno de 20 a 17 dias me entregaram o laudo. Depende da química, não depende da boa vontade. Pediu mais essa semana para a gente ter os outros lados em mãos”, disse.

O delegado falou ainda sobre o fogo colocado no local em que a ossada foi encontrada. Ele descarta que tenha sido Ademir quem tenha incendiado parte da vegetação na lagoa. “Desde o começo, eu falei, o fogo pegou foi dia 31 (de outubro), ele já estava foragido. O fato ocorreu no dia 17. Não tem nada a ver isso não. Tacaram (sic) fogo no mato. eu não sei se atrapalhou nosso trabalho ou adiantou. Isso aí só Deus é que sabe”, afirmou. “Pelo que a gente entendeu, ele pegou a menina, fez essa maldade toda e saiu”.

José Lopes vai pedir a prorrogação da prisão temporária de Ademir Ferreira, acusado do homicídio de Thayna e espera que as próximas etapas do processo sejam rápidas. A prisão temporária vence no dia 12 de dezembro. “A gente vai pedir a prorrogação, da temporária, porque ainda falta outros exames, e conclui o inquérito. Depois da temporária, prorroga-se por mais 30 dias, e a gente encerra e vem a denúncia, vem o júri. Espero que o júri ocorra o mais rápido possível, porque depois todo mundo fica com pena”, ressalta. “Ele mesmo comenta que faz contato com direitos humanos da ONU. Ele tem história para todos os gostos. Ele manda carta para outros detentos de estupro também, dizendo que consegue baixar pena em 20 anos”.

O delegado destaca ainda que Ademir responde por outros crimes. “Ele não está respondendo só pelo homicídio da Thayna. Ele tem o estupro das outras meninas e possivelmente tenha mais ainda. A gente conta com as pessoas estarem denunciando”.

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