O Centro Cultural Eliziário Rangel, no bairro São Diogo II, na Serra, foi invadido por criminosos duas vezes no intervalo de uma semana. O último arrombamento foi na madrugada desta sexta-feira (19). Nas duas situações, além de furtar objetos de valor do local, os ladrões ainda comeram chocolates e outros alimentos e consumiram bebidas alcoólicas que estavam no espaço para a realização de eventos.
Diretor e fundador do centro cultural, o professor universitário Antônio Vítor contou que o prejuízo das duas invasões é de cerca de R$ 12 mil. “Eles levaram notebook, datashow, impressora, TV, equipamentos de som. Ficaram uma hora e tanto lá. Até cerveja tomaram”, contou o diretor.
No primeiro arrombamento, na madrugada do último dia 12, seis homens quebraram a porta da frente do espaço. Câmeras de videomonitoramento da região mostram, segundo o fundador, os criminosos entrando no local às 4h17 e saindo às 5h30. “Então, além do furto, eles zonearam o espaço de alguma maneira. Se alimentaram lá, beberam, ficaram a madrugada toda”, contou o artista plástico Hilquias Scárdua, que ministra oficinas de arte no centro.
No último crime, os bandidos entraram pulando o muro, já que a porta da frente foi reforçada após a primeira ocorrência. Para entrar no imóvel, os ladrões arrombaram uma porta de vidro. Na primeira vez, o prejuízo foi de cerca de R$ 10 mil. No segundo furto, foram levados equipamentos da cozinha do café que funciona no primeiro andar, além de mais alimentos e bebidas. O último prejuízo foi de R$ 2 mil. Uma festa já estava marcada no local para este sábado (20). O valor arrecadado no evento será usado para repor os equipamentos levados.

Por meio de nota, a Polícia Militar respondeu que “naquilo que lhe compete, a PMES empenha equipes de policiamento ostensivo e preventivo em todo o bairro São Diogo, 24 horas por dia, realizando prisões decorrentes das mais diversas modalidades criminais”.
O texto destaca, ainda, que “o cometimento de ilícitos ocorre quando estão presentes três fatores: oportunidade, vítima em potencial e criminoso motivado. Diante da impossibilidade da onipresença policial, o criminoso aguarda a oportunidade para agir. É nesse momento que o cidadão tem participação primordial no combate ao crime, ao acionar as equipes por meio do 190, nos casos de delitos em andamento ou na iminência de ocorrer. Crimes já ocorridos devem ser registrados na Polícia Civil, a quem compete a investigação”, diz a nota.
