
Um dia após José Mariano Beltrame anunciar sua demissão da Secretaria de Segurança Pública do rio de Janeiro, o chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Fernando Veloso, pediu exoneração. Em entrevista na manhã desta quarta-feira, 12, Veloso afirmou que por causa da crise financeira do estado, a polícia não tem conseguido fazer seu trabalho corretamente.
Veloso, que assumiu o cargo a convite de Beltrame, contou que já havia tentado deixar a posição antes da eleição do governador Luiz Fernando Pezão, mas acabou ficando. Ele destacou que a “missão foi cumprida” e a entrega de seu cargo acontece após “uma série de avanços”.
Segundo o chefe, a “gestão da máquina é muito complexa e que 24 horas por dia é muito pouco para a gente” para o trabalho na chefia da corporação. “A Polícia Civil tem se superado”.
Após a confirmação de sua saída, Veloso afirmou em uma mensagem aos delegados que resolveu entregar o cargo após a saída de Beltrame. “Colocamos nosso cargo à disposição, para que Vossa Excelência possa, sem nenhum embaraço ou constrangimento, montar a sua equipe de trabalho, como convém a toda nova gestão que se inicia”, escreveu em comunicado publicado no site da Polícia Civil.
Ele agradeceu o governador em exercício, Francisco Dornelles, e ao governador licenciado, Pezão, e ainda aos policiais e delegados por seu trabalho durante sua gestão, “a despeito da escassez de recursos ou das dificuldades das missões confiadas”.
Veloso assumiu o cargo na gestão de Sérgio Cabral, após Marta Rocha deixar a posição para disputar as eleições para a câmara estadual em janeiro de 2014. Ainda não há informações de quem poderá substituí-lo na chefia.
A saída de Beltrame da Secretaria de Segurança Pública foi confirmada na terça-feira, 11, pelo governo estadual. Ele pediu demissão após quase 10 anos à frente da pasta. O atual subsecretário de Planejamento e Integração Operacional, Roberto Sá, vai assumir a secretaria na segunda-feira, 17.