
Rodolfo usava um nome falso, além de portar uma pistola calibre .380 com 16 munições e um veículo HB20 branco com numeração de chassi e motor adulteradas.
O acusado já havia sido preso em janeiro do ano passado, mas a Justiça Federal o concedeu liberdade condicional. Rodolfo não cumpriu a ordem judicial e continuou cometendo assaltos.
Em interrogatório, ele confessou ter sido o líder dos roubos cometidos contra agências dos Correios de Itarana, Mucurici, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, Ibiraçu, Afonso Cláudio, São Domingos do Norte, Irupi, Pedro Canário, Itaguaçu e Mantenópolis. Os crimes aconteceram entre janeiro e dezembro de 2017.
Ao todo, os assaltos subtraíram mais de R$ 500 mil. No entanto, o prejuízo causado pela quadrilha supera R$ 1 milhão, já que os Correios suportam diversos custos causados por esses crimes, como reposição de equipamentos danificados, acompanhamento psicológico dos funcionários, os gastos com a apuração administrativa do prejuízo e ações judiciais ajuizadas pelas vítimas. os gastos com a apuração administrativa do prejuízo e ações judiciais ajuizadas pelas vítimas..
Além disso, há o custo financeiro e social das agências permanecerem alguns dias fechadas para realização de perícia, as licenças médicas concedidas aos funcionários, bem como a queda de produtividade causada pelo trauma psicológico e receio de sofrer novos assaltos.
Durante os crimes, o grupo criminoso, formado em média por três assaltantes liderados por Rodolfo, buscava sempre o dinheiro do Banco Postal. Eles rendiam os clientes e mandavam o gerente ou tesoureiro da agência abrir o cofre, mantendo funcionários e clientes sob vigília, deixando claro que não queriam os pertences das vítimas.
Outros participantes
A Polícia Federal continua realizando diligências para identificar os demais participantes do grupo criminoso. Suas fotografias e características serão difundidas para as delegacias de Polícia Federal de Minas Gerais e da Bahia para identificar eventuais crimes cometidos pelos assaltantes.
Em junho de 2017, um outro elemento desta quadrilha foi identificado e preso pela Polícia Federal do Espírito Santo, mas Marisnaldo Medina, que é um dos membros do grupo de Rodolfo, permanece foragido.