A comerciante Elzineia Loyola Baptista, de 50 anos, moradora de Guarapari, foi encontrada morta na manhã desta terça-feira (18) dentro da piscina do sítio da família, localizado em Guaimbê, interior de Anchieta.
Elzineia, que mora no bairro Kubitschek e era dona de uma loja de roupas em Guarapari, não dava notícias desde segunda-feira (17) após sair com o namorado. A família não sabia que ela tinha ido para o sítio, localizado a 30 minutos de Guarapari. Não há marcas de violência no corpo.
“Desde ontem tentávamos contato com minha tia e o celular dela dava desligado. Ligávamos para o telefone do namorado dela e não atendia. Fomos até a casa da mãe dele. Ela ligou para o celular dele e ele disse que estava em Alegre e que hoje viria ajudar nas buscas. Só que ele não apareceu”, disse a sobrinha da comerciante, Bruna Luiza Loyola, muito abalada.
Às 8 horas desta terça, Bruna relata que a família voltou à casa do namorado de Elzineia – um comerciante de 43 anos – e o irmão da vítima falou com ele pelo telefone da mãe dele.
“Nós não sabíamos da morte da minha tia ainda, mas o namorado dela foi dizendo que não foi ele que fez isso e que iria provar. Ele disse que estava sendo acusado sem provas. Nessa hora nós não estávamos entendendo nada porque não sabíamos que ela havia morrido”, disse a sobrinha.
Para aumentar as buscas, a família avisou a um vizinho do sítio para procurar na propriedade em Anchieta. Elzineia foi encontrada morta pelo vizinho do sítio por volta de 9 horas. Ele olhou primeiro na casa do sítio e não viu ninguém. Na piscina, reparou que uma lona cobria a água, mas os cachorros estavam latindo na direção do local.

A família disse que Elzineia e o namorado passaram o domingo no sítio, em um encontro da família.
A Polícia Civil informou que o caso será investigado pela Delegacia de Anchieta e, até o momento, nenhum suspeito foi detido. Para que a apuração seja preservada, nenhuma outra informação será repassada, segundo a polícia.
Quem tiver informações que possam auxiliar na investigação pode passar por meio do telefone 181, do Disque-Denúncia. Não é necessário se identificar.
