“Amor. Isso é uma coisa que tiraram de mim sem dó, sem piedade, como se eu fosse um objeto sem sentimento”. Essas foram as palavras que a estudante, de 12 anos, que foi abusada sexualmente pelo padrasto, escreveu em um desenho, enquanto recebia atendimento psicossocial na delegacia. A vítima afirmou que sempre pedia ao acusado que não a violentasse.
Durante quatro anos, ela sofreu ameaças de morte e foi obrigada a suportar abusos sexuais dentro da própria casa, em Vitória.
O acusado do crime é um aposentado, 55, que atua como missionário. Ele chegou a arrancar a porta do quarto da vítima para impedir que a garota se defendesse dos ataques, segundo a polícia.
De acordo com o delegado Lorenzo Pazolini, as palavras escritas pela menina são importantes. “O desenho é um fato muito importante, ele diz tudo. Já demonstra que a menina era vítima de crime. O acusado confessou que faz uso de drogas eventualmente e não há indícios de que ele tenha abusado da filha, de 7 anos, que morava com ele e a vítima na casa”, revelou o delegado Pazolini.
Apesar de o acusado ter negado o crime, o delegado afirmou que o acusado foi flagrado de cueca na cama com a vítima. “A vítima tem um irmão de 15 anos que mora com os avós. Esse menino flagrou o acusado de cueca com a vítima na cama. Além disso, a filha do acusado flagrou o pai apalpando os seios da irmã”.
O acusado afirmou para a polícia que tratava a vítima como uma filha. “Ele falou que nunca aconteceu nada e que tem um carinho de pai pela menina. Ele falou que tudo isso seria uma invenção da cabeça dela. E em razão da dependência química, a mãe da vítima não conseguiu alcançar a consciência dos fatos”, destacou.
