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Polícia

Condenado a 100 anos de prisão por assassinatos é preso em Anchieta

Traficante mais procurado de Aracruz, Adeliton Emiliano Marinho, de 31 anos, foi preso em Anchieta, no Sul do Estado. Foragido desde 2016, o ...

Última atualização

 (Foto: Divulgação/PCES)

Traficante mais procurado de Aracruz, Adeliton Emiliano Marinho, de 31 anos, foi preso em Anchieta, no Sul do Estado. Foragido desde 2016, o criminoso, que foi preso na última sexta-feira (2), já possui quatro condenações por diversos crimes, acumulando 100 anos de prisão.

De acordo com a Polícia Civil, ele utilizou de vários artifícios para tentar fugir das autoridades, entre eles: harmonização facial, mudança de cabelo, barba e ganho de peso.

“Foi uma prisão extremamente difícil, que exigiu pelo menos 6 meses de investigação só da localização dele”, afirmou o delegado André Jaretta, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Aracruz.

Depois de descobrirem a localização, os policiais fizeram uma campana de 48 horas até conseguirem entrar na casa onde Adeliton estava com a mulher. Ele não resistiu à prisão.

O traficante comandava uma organização criminosa que atuava na região de Barra do Riacho, em Aracruz, pelo menos desde 2016. Como estava na mira da polícia, ele nem costumava ficar no local, mas conseguia comandar tudo de longe: desde a venda de drogas até a autorização para homicídios.

Ao longo dos anos, ele foi modificando a aparência. Tanto que os policiais esperavam encontrá-lo de um jeito, mas, quando o viram na sexta-feira, deram de cara com um Adeliton totalmente diferente.

“Ele fez uma drástica modificação em sua fisionomia. Conseguiu uma identidade falsa e com ela tirou carteira de habilitação falsa, abriu contas bancárias com esse nome. Ele tinha uma expertise que nos surpreendeu”, ressaltou o delegado.

Adeliton também mudava de endereço constantemente. Um mês antes de ser preso, por exemplo, ele tinha viajado para Minas Gerais. Já chegou a morar no Rio de Janeiro e em outros estados. “Ele usou de vários expedientes para se esconder e esquivar da polícia”, disse Jaretta.

Além de chefiar o tráfico em Aracruz, a Polícia Federal também investiga se ele pode ter influência no tráfico internacional de drogas. “Foi das prisões mais importantes da DHPP de Aracruz”, pontuou o delegado.

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