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Polícia

“Conversei com ele. E ele já tinha matado Gabriela”, diz padrasto de advogada assassinada

Padrasto e mãe de Gabriela se abraçam emocionados no enterro. Foto: Leone Iglesias Agindo como se nada de tivesse acontecido, o acusado de matar a ...

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Padastro e mãe de Gabriela Padrasto e mãe de Gabriela se abraçam emocionados no enterro. Foto: Leone Iglesias

Agindo como se nada de tivesse acontecido, o acusado de matar a advogada Gabriela Silva de Jesus, de 24 anos, conversou com o padrasto da vítima, que é pastor, por telefone, logo após o crime. Reinaldo Maria de Araújo, de 58 anos, chamou o acusado, o estudante de Direito Rogério Costa de Almeida, 34 anos, de psicopata e descreveu sua ação como “demoníaca!”.

“Muito frio, ele ainda me pediu ajuda”, relatou o pastor, na tarde dessa sexta-feira (25).

A Tribuna – Quando sentiram falta de Gabriela?

Pastor – Às 19 horas, horário que ela deixava o serviço, e chegava entre 20 horas ou 20h15 em casa. Infelizmente, quando nós não conseguimos falar, todos pensamos o que poderia ter acontecido.

Ele tinha a Gabriela como Deus. Inclusive, quando se relacionavam, ela saiu da presença do Senhor e depois se reconciliou. E ele que não tinha nada com a igreja, foi para dentro da igreja para vigiá-la. E ela pediu para o pastor mudá-la de templo. Fez isso para evitá-lo.

Como vê essa situação?

Nós temos um problema hoje, que a pessoa quer tomar posse, e ele tinha ela como a propriedade dele. Não é amor!

Hoje nós estamos derramando lágrimas, mas no céu está tendo festa, porque ela atendeu aos caprichos do Senhor, enquanto estava aqui. Ela queria chegar a ser juíza, era um sonho que estava buscando. Estudava muito, trabalhava.

O que passou, infelizmente, é uma ação demoníaca. Se tentarmos buscar no humano, apesar do ser humano ser o único predador na face da terra, não conseguimos. É tão animal que não conseguiremos explicar. A atitude foi muito… (silêncio).

Ele falou com a família?

Às 22 horas, eu conversei com ele ao telefone por 22 minutos e ele já tinha matado Gabriela. Muito frio, ainda me pediu ajuda dizendo: “Pastor, estou com muita dificuldade na minha formatura com área financeira”.

Ao seu ver o que ele sente?

Ele não tem sentimento. Se formos colocar hoje a visão que temos dele, ele é um psicopata. Nós estamos orando por ele, a minha missão diante de Deus é orar para todos os outros. Agora, a bênção é do Senhor.

 

A entrevista completa com o padrasto de Gabriela você lê na edição deste sábado (26) do jornal A Tribuna.

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