Dois anos convivendo com sofrimento, ameaças e agressões do ex-marido, tudo porque ele não aceita o fim do relacionamento. Esse é o drama vivido por uma cozinheira, de 43 anos, que mora em Primavera, Viana. Na última quarta-feira (19), ela quase foi morta a pauladas pelo pedreiro, quando estava voltando da igreja.

“Ele pegou uma madeira que estava no chão e começou a me bater. Deu a primeira para me derrubar. Como não caí, ele deu outra, que era para pegar na minha nuca. Joguei o braço na frente e ele falou: Hoje eu te mato. Eu só perguntava o porquê, o que eu tinha feito para isso”, lembrou a cozinheira, que preferiu não se identificar.
Ela ficou com hematomas nas pernas, braços e na barriga. “Ele deu umas cinco pauladas. Eu estava sozinha na rua. Comecei a gritar, pedir socorro, foi quando minhas filhas saíram com um pedaço de pau e jogaram nele, aí ele correu”, relatou a vítima.
O agressor ainda pulou muros de casas, na tentativa de fugir, mas o filho mais velho da cozinheira conseguiu capturá-lo para aguardar a chegada da polícia. Na delegacia, o homem, de 44 anos, foi autuado em flagrante pelos crimes de lesão corporal, injúria e ameaça, todos na forma da Lei Maria da Penha, e encaminhado ao presídio.
De acordo com a vítima, os dois foram casados por 27 anos. Nesse tempo, ela convivia com agressões e ameaças. Toda essa violência fez com que ela decidisse se separar, mas o pedreiro não aceitou, e vem perseguindo a cozinheira desde então.
Ela teve que sair da própria casa onde morava e ir viver em uma alugada, só porque o homem se recusava a sair. Mesmo com medida protetiva contra ele, o pedreiro continuava tentando contato. “Ele invade minha casa a hora que quer. Na segunda-feira tentou me agredir com uma foice. Quando a polícia vem, ele foge”, lamentou.
Com o agressor preso, ela espera ter um pouco de paz. “Essa noite até consegui dormir, o que não estava conseguindo fazer”, disse.