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Polícia

Cresce número de assaltos e secretário aponta crise como uma das causas

Secretário de Estado da Segurança Pública, André Garcia. Foto: Kadidja Fernandes/AT Dados divulgados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública ...

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Secretário Estadual de Segurança, André Garcia Secretário de Estado da Segurança Pública, André Garcia. Foto: Kadidja Fernandes/AT

Dados divulgados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) revelam que neste ano mais de 20 mil pessoas foram vítimas de assaltos na Grande Vitória.

De 1º de janeiro deste ano até o último dia 15 (último sábado) foram registradas 20.129 ocorrências de crimes contra o patrimônio, entre os quais furto e roubo a pessoa em via pública, e em residências.

No mesmo período do ano passado foram 18.649. Se comparar os dois anos, como apontou o secretário da Sesp, André Garcia, houve um aumento de 7,94% na Região Metropolitana.

Vila Velha liderou o número de crimes, com um aumento de 17,43%, seguido da Serra, de Viana, Guarapari e Cariacica. Só a capital apresentou queda (- 5,76%).

André Garcia destacou que vem acompanhando a evolução desses crimes e disse que um dos grandes desafios é reduzi-los a exemplo da queda contínua no número de homicídios.

A Tribuna – O que justifica esse aumento nos crimes contra o patrimônio?

André Garcia – É um desafio para nós levar a mesma dinâmica da redução de homicídios para redução de crimes contra o patrimônio. Sendo que nos crimes contra o patrimônio temos alguns elementos que fogem ao nosso controle.

Quais?

André Garcia -Por exemplo, a crise econômica. Você tem 12 milhões de desempregados no País e 220 mil no Espírito Santo. Isso aumenta ocorrências dessa natureza.

No passado recente, com o crescimento econômico, houve uma expansão no consumo de bens, como DVDs, smarphones, carro, geladeira de última geração.

Aquela mancha criminal que era concentrada em alguns bolsões passou a se expandir, e isso dificulta o enfrentamento da questão. Hoje, qualquer um pode ser vítima, não que antes não pudesse ser. Eu estou falando do ponto de vista de concentração.

Além disso, nós temos muito menores envolvidos nesses crimes. Você sabe que menor não fica preso, ainda mais se for crime contra o patrimônio. A tendência é que ele volte a circular e logo.

Reportagem de Eliane Proscholdt e Rafael Moura

Leia a íntegra na edição desta quarta-feira em A Tribuna

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